
Na Serra da Mantiqueira, entre estradas sinuosas e cidades pequenas, não faltam atrações que misturam natureza, cultura e, claro, muito queijo. A região, que se estende por Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, vem se consolidando como um destino interessante para quem busca turismo gastronômico, especialmente no sul mineiro.
Diferentemente da Serra da Canastra, onde o queijo já é um ícone consolidado, na Mantiqueira o reconhecimento da produção é mais recente – as cidades da região só foram oficialmente reconhecidas como produtoras artesanais em 2020, e ainda passa por um processo de organização que se reflete em experiências mais próximas de quem produz.
Hoje, a região reúne dezenas de produtores e começa a estruturar uma rota que conecta fazendas, queijarias e visitantes. Em muitos desses lugares, além da degustação, a visita também inclui contato com os animais e explicações detalhadas sobre cada etapa da produção. A seguir, alguns dos endereços que fazem parte da Rota do Queijo de Minas, na Serra da Mantiqueira.
O sabor da Mantiqueira
Assim como em outras regiões queijeiras de Minas, o que define os queijos da Mantiqueira não é só a receita. Clima, altitude e microbiota local interferem diretamente no sabor, muitas vezes descrito como mais frutado e suave, com notas que lembram abacaxi ou maracujá.
A produção é, em grande parte, artesanal e familiar, com leite fresco transformado poucas horas após a ordenha. Esse processo, que antes ficava restrito ao cotidiano das fazendas, hoje se tornou parte central das visitas.
Na prática, o roteiro costuma começar nos currais ou áreas de manejo, passa pela queijaria – onde são explicadas etapas como prensagem e salga – e termina nas caves de maturação, onde os queijos desenvolvem textura e sabor ao longo do tempo. Em muitos casos, a visita inclui degustações guiadas, com explicações sobre diferenças entre curas e tipos de leite.
Queijarias para conhecer na Mantiqueira
Na zona rural de Itanhandu, a 420km de Belo Horizonte, a Queijaria Di Capre aposta no leite de cabra e vem ganhando destaque pela qualidade dos produtos, incluindo medalha de bronze no ExpoQueijo Araxá de 2024 pelo seu camembert.
Lá, o roteiro começa com a história da propriedade e segue com o contato com as cabras foférrimas. Ao longo do caminho, os produtores explicam desde a ordenha até as diferenças do leite caprino. Na queijaria, o visitante acompanha as etapas de produção e finaliza a visita com uma degustação descontraída, que costuma surpreender pelos queijos suaves, distantes do sabor intenso normalmente associado ao leite de cabra.
O espaço não conta com restaurante, mas após a degustação é possível comprar os produtos no local.
Também em Itanhandu, a Pérola da Serra tem seu foco voltado para o leite de búfala, que resulta em queijos mais cremosos e com maior teor de proteína. Aqui, o roteiro mistura turismo rural e gastronomia.
A visita guiada percorre diferentes etapas da produção e da história da fazenda, passando pelo laticínio e pela cave de maturação. Ao longo do percurso, há momentos de interação com as búfalas – conhecidas pela docilidade -, com direito a foto com o búfalo Afonso, considerado o mascote da Pérola. O roteiro inclui também com uma degustação guiada dos produtos, que ajuda a entender, na prática, as características de cada queijo.
A visita pode se estender no restaurante da fazenda, o Casa da Búfala, que trabalha com menu à la carte e utiliza os próprios queijos em preparos de massas e pratos autorais.
Na cidade de Virgínia, o Rancho Maranata conta com a proposta de acompanhar e fazer parte da rotina da fazenda.
A chamada “Vivência Maranata” começa cedo, às 8h. No início, o visitante aprende sobre a qualidade do leite e participa da produção do Mantiqueira de Minas. Depois de uma pausa para o almoço, as atividades continuam à tarde, com foco nas etapas de finalização, como salmoura e maturação. Com término às 17h, o visitante pode levar para casa o queijo que produziu no local.
Além da vivência, a queijaria também recebe para degustações, apresentando cerca de cinco tipos de queijo enquanto explica suas diferenças. Não há restaurante no local, mas, como bom mineiros, a receptividade é garantida: “passo um cafezinho proceis”.
Voltando para Itanhandu, a Queijaria 50 tem queijos com sabores inspirado na Itália e França, mas com toque mineiro.
A visita guiada combina a história da propriedade com a cadeia produtiva dos queijos, incluindo acesso à cave de maturação. Ao final, há também uma degustação acompanhada de um bom cafezinho, com delícias feitas no próprio sítio. Para quem quer ir além, a propriedade oferece hospedagem em dois chalés integrados à paisagem, com o bônus da visita incluída. Tanto um quanto o outro podem ser reservados pelo Airbnb.
Caso você queira conhecer ainda mais queijarias em Itanhandu, a Fazenda Bom Sucesso abre as portas para uma visita guiada na propriedade, finalizada com uma degustação no local.
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Fonte.:Viagen


