11:51 PM
1 de abril de 2026

Grãos fecham março em alta, mas preço é inferior a 2025 – 01/04/2026 – Vaivém

Grãos fecham março em alta, mas preço é inferior a 2025 – 01/04/2026 – Vaivém

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Os preços das commodities agrícolas reagiram nas últimas semanas, mas ainda estão distantes dos valores praticados há um ano. Entre as carnes, a bovina mantém aceleração, mas as de frango e suína perderam força. É o que mostra acompanhamento de preços de negociações no campo, tanto no Brasil como nos Estados Unidos, dois dos principais exportadores mundiais de alimentos.

A carne bovina é um dos fatores de maior pressão. A arroba de boi gordo registrou patamar recorde de R$ 350 no estado de São Paulo em março, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). O produto vem subindo há quatro meses na média mensal, e acumula 12% desde março de 2025 no mercado interno. Os preços externos estão com alta de 18%, e as exportações brasileiras seguem firmes.

Nos Estados Unidos, país que vem encontrando dificuldades na oferta interna de carne bovina, devido à contínua queda do rebanho, os preços da última pesquisa divulgada pelo Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), na segunda-feira (30), indicam alta de 18% em 12 meses.

As carnes de frango e suína têm queda neste período do ano nos dois mercados, e apresentam forte retração em relação a 2025. Os produtores nacionais de frango receberam 16% a menos do que em março do ano passado, enquanto a arroba de suíno teve retração de 19%. Já o produtor americano negocia sua produção de frango com redução de 6% nos últimos 12 meses, e a de suíno com retração de 1%.

O leite começa a reagir nos dois mercados, subindo 5% nos preços de fevereiro, em relação aos de janeiro. No acumulado de 12 meses, no entanto, o produtor brasileiro teve uma queda real de 25% no preço, e o americano, de 23%.

Entre os produtos agrícolas, o arroz é o que apresenta a maior queda. Mesmo com a reação de preços nas últimas semanas, o cereal tem retração acumulada de 28% nos últimos 12 meses no Brasil e de 19% nos Estados Unidos. A saca de arroz foi negociada no Rio Grande do Sul a R$ 58, em média, no mês passado, bem abaixo dos R$ 82 de março de 2025 e dos R$ 100 de igual mês de 2024.

A soja e o milho também reagiram no mês passado, principalmente devido à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Os preços médios da soja praticados no mês passado no Brasil, no entanto, foram 4% inferiores aos de março de 2025. Nos Estados Unidos, com a mudança no programa de mistura de biodiesel e os efeitos da guerra, a soja está com alta de 4% em 12 meses.

O milho reagiu no mercado interno e tem a maior média mensal de preço desde maio de 2025. Mesmo com essa recuperação, os preços de março ainda são 20% inferiores aos de igual período do ano passado. Nos Estados Unidos, o produtor recebe 10% a menos do que há um ano.

O café arábica, que havia terminado fevereiro com o menor preço desde julho de 2025, voltou a subir para R$ 1.914. Projeções de safra recorde no Brasil vinham derrubando os valores de negociações. O mercado reavaliou o setor, mas, apesar dessa alta, os preços internos ainda são 25% inferiores aos de março de 2025.

O trigo, refletindo o mercado externo, está em alta e atinge o maior preço médio mensal em seis meses no Paraná, segundo o Cepea. Mesmo sendo negociado a R$ 1.232, a saca do cereal está 19% inferior ao valor de março de 2025. O relatório de plantio do Usda reduziu a expectativa de área, e o preços reagiram em Chicago.


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Fonte.:Folha de S.Paulo

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