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2 de abril de 2026

Jaipur: o que fazer em três dias na cidade rosa – 01/04/2026 – Turismo

Jaipur: o que fazer em três dias na cidade rosa – 01/04/2026 – Turismo

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Quem cruza o globo rumo à Índia dificilmente volta sem percorrer o chamado Triângulo Dourado, roteiro turístico mais popular do país. Ele reúne a capital, Nova Déli; a cidade de Agra, onde fica o famoso Taj Mahal; e Jaipur, capital do Rajastão, conhecida como cidade rosa.

O lugar tem esse nome porque, desde 1876, os edifícios do que hoje é o centro histórico são todos pintados dessa cor, tida como auspiciosa. A ideia foi do Maharajá Ram Singh, que quis impressionar o príncipe de Gales em sua visita ao país. Tanto impressionou que, no ano seguinte, o uso da cor por ali virou lei.

Dignos de um filme de Wes Anderson, o rosa e salmão que tingem as construções se misturam aos tons terrosos do cenário árido ao redor. Ao mesmo tempo que carregam um trânsito caótico, as ruas, planejadas, também são repletas de árvores, que emolduram os edifícios super adornados.

Cercada por fortes e palácios, a cidade tem sua própria família real. O marajá Padmanabh Singh mora em um castelo muito diferente daqueles das princesas da Disney. Com corredores arejados, desenhos em azulejos e portais típicos de construções orientais, o Palácio da Cidade é aberto a visitantes, que podem até dormir lá.

Uma boa dica de hospedagem em Jaipur, aliás, é o hotel Arya Niwas, a cerca de 2 km dos principais pontos turísticos da cidade. Em um edifício histórico com um simpático jardim central, ele parece ter saído do filme “O Exótico Hotel Marigold”. Tem uma diária razoável (cerca de R$ 200), serve comida saborosa, e ainda oferece aulas de dança de Bollywood, sessões de yoga e massagens relaxantes —tudo pago à parte.

Ah! Não se preocupe se você não falar híndi. Turista e locais conversam numa boa em inglês, que também é uma língua oficial do país.

Dia 1

Para começar, vale a pena fazer um reconhecimento da cidade, passeando a pé mesmo. Os principais pontos turísticos ficam a uma curta distância uns dos outros e podem ser visitados em um único dia.

Dedique este primeiro aos arredores do Palácio da Cidade. A residência real foi construído em 1727 pelo marajá Sawai Jai Singh II e ampliado por seus sucessores ao longo dos séculos. Em um de seus muitos pátios internos é possível encontrar quatro portas unicamente decoradas, que estão entre os principais atrativos da cidade. Cada uma delas representa uma estação do ano e um deus hindu. Sua decoração é detalhada, com azulejos coloridos e entalhes em madeira que representam plantas e animais.

Dentro do palácio fica o museu Maharaja Sawai Man Singh II, que exibe armas, pinturas, fotografias, tapetes e documentos colecionados ao longo dos séculos pelos governantes de Jaipur. Os ingressos para o palácio e seu museu custam a partir de 200 rúpias (R$ 11) e podem chegar a 3.000 rúpias (R$ 166) dependendo das áreas que o turista deseja acessar.

A menos de dez minutos de caminha dali fica o templo Govind Dev Ji, dedicado à divindade hindu Krishna, a mais adorada em Jaipur. O templo foi construído no século 18 pelo marajá Sawai Jai Singh II, que trouxe a imagem de Krishna da cidade de Vrindavan.

Na mesma região, vale visitar o Jantar Mantar. Patrimônio mundial da Unesco, o observatório ao ar livre reúne diversos instrumentos astronômicos erguidos há 300 anos. As construções geométricas com escadas e arcos medem o tempo, preveem eclipses, e determinam a posição de estrelas e planetas —tudo a olho nu. O ingresso custa 200 rúpias (R$ 11).

Para fechar o dia é praticamente obrigatório tirar uma foto em frente ao Hawa Mahal. O Palácio dos Ventos foi construído no século 18 para abrigar o harém do marajá Sawai Pratap Sing. O prédio de cinco andares chama a atenção pela estrutura estreita e pelas 953 janelas, conhecidas como jharokhas. Essas aberturas foram construídas para que as damas reais pudessem observar a vida urbana sem serem vistas.

Dia 2

Para o segundo dia, vale alugar um carro ou contratar um guia que o tenha, já que os passeios serão nos arredores de Jaipur, começando pelo forte de Amber

A 7 km da cidade, o complexo concentra templos, jardins, fontes e palácios dentro de muralhas de 6 km de extensão. O forte que mistura arquitetura hindu e mogol foi construído em quatro fases, por quatro diferentes marajás, entre os séculos 11 e 16.

Lá dentro, entre os muitos corredores e pátios, destacam-se o salão de audiências públicas, com suas imponentes colunas; os aposentos privados do rei, ricamente decorados com mosaicos; e o deslumbrante corredor de espelhos. Há também passeios de elefante e shows de luzes. O ticket de entrada no complexo custa 550 rúpias (R$ 30).

Também no entorno de Jaipur fica o templo de Galtaji. O local é um destino de peregrinação por seus tanques de água, considerados sagrados. Espremido entre penhascos de um vale rochoso, o local é repleto de macacos, e não à toa recebe o apelido de templo dos macacos. Mas tome cuidado, pois apesar de simpáticos, eles ainda são animais são selvagens.

DIA 3

Jaipur também é um centro de compras, e vale reservar um dia inteiro para isso. A começar pela avenida Mirza Ismail, considerada a Champs-Élysées de Jaipur. As fachadas da era colonial guardam lojas de jóias, cerâmicas, roupas típicas e sebos.

Entre os diversos estabelecimentos, destaca-se a San-cha Tea Boutique, uma charmosa loja de chás. Os sabores e cheiros indianos fazem da visita uma experiência sensorial —o lugar é ideal para provar iguarias e adquirir souvenirs originais.

Outros centros de compra da cidade são o Johari Bazaar, conhecido pelas jóias artesanais; o Tripolia Bazaar, forte pelos tecidos e pulseiras; o Chandpole Bazaar, que vendem inúmeras opções de artesanato tradicional; e o Bapu Bazaar, lar de artefatos e vestimentas autênticos, onde pode-se fazer o mehendi (a pintura de henna que orna mãos e pés).

Fugindo dos locais mais frequentados por turistas, uma loja chamada Anokhi oferece peças que traduzem a moda tradicional indiana para o contemporâneo. A ambientação lembra uma lojas de departamento como a Zara, mas se diferencia pelos produtos de estampas marcantes e produção artesanal. A unidade do KK Square Mall ainda conta com um delicioso restaurante exclusivamente vegetariano e vegano, afinal, estamos na Índia.

Para encerrar o dia e a experiência em Jaipur, vale a visita ao restaurante Bar Palladio, famoso pelo seu ambiente predominantemente azul, que mescla bem sofisticação indiana com uma atmosfera mais descolada.

Neste dia, vale usar os tuk-tuks, que além de serem um meio de transporte eficiente e disponível por toda a cidade, já são, por si só, uma experiência.



Fonte.:Folha de S.Paulo

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