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2 de abril de 2026

Artemis II: conheça o kit de primeiros socorros dos astronautas em missão à Lua

Artemis II: conheça o kit de primeiros socorros dos astronautas em missão à Lua

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A missão Artemis II, da NASA, decolou na quarta-feira (1º) com a promessa de fazer algo não visto há mais de meio século: retomar as expedições tripuladas à Lua depois da interrupção do programa Apollo, que pousou pela última vez no satélite natural da Terra no final de 1972.

Embora a jornada iniciada nesta semana ainda não preveja uma nova alunissagem (ou seja, pousar no satélite natural, algo que só deve ocorrer em 2028), a viagem pretende dar a volta ao redor da Lua e deve durar cerca de 10 dias.

Nesse período, os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen realizarão experimentos científicos, observações que ajudarão missões futuras e também precisarão lidar com qualquer imprevisto apenas com o que levam na nave.

Mas, afinal, o que está à disposição dos exploradores espaciais a bordo da Artemis II caso surja algum problema de saúde? Confira o que integra o kit de primeiros socorros dos astronautas e como seu estado é monitorado ao longo da viagem.

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Tripulação da Artemis II inclui o primeiro negro, a primeira mulher e a primeira pessoa nascida fora dos EUA (um canadense) a participar de uma missão do tipo. Da esquerda para a direita: Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen (NASA/Kim Shiflett/Reprodução)

Itens presentes no kit de primeiros socorros

A tripulação da Artemis II conta com uma série de medicamentos de uso pessoal e outros itens para imprevistos rotineiros que possam surgir durante a viagem. Na lista divulgada pela NASA, o kit inclui remédios como:

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  • Anti-inflamatórios
  • Antibióticos, antivirais e antifúngicos
  • Analgésicos
  • Estimulantes
  • Medicamentos para o sono
  • Descongestionantes nasais
  • Anti-histamínicos
  • Medicamentos para náusea (antieméticos)
  • Laxantes
  • Medicamentos para controle de arritmias
  • Anticoagulantes
  • Broncodilatadores
  • Medicamentos de uso oftalmológico
  • Progestina/Estrogênio

Não se limitando aos fármacos, também foram embarcados na Orion – nome do módulo tripulado da Artemis II – itens que podem ajudar a lidar com ferimentos e outras emergências médicas. Isso inclui imobilizadores para fraturas, gaze, curativos, cateter urinário, dispositivos para ventilação manual e máscaras de oxigênio suplementar, entre outros.

Os astronautas também contam com treinamento para parada cardiorrespiratória (PCR) e são monitorados continuamente por uma equipe médica e psiquiátrica.

+Leia também: Astronautas presos no espaço: o que acontece com o corpo após 9 meses?

Nave também conta com equipamentos de diagnóstico

Claro que, para usar o kit acima no tratamento de um problema, pode ser necessário, primeiro, identificar o que está errado. E a missão também conta com dispositivos que auxiliam no diagnóstico a bordo.

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Alguns são versões mais tecnológicas de itens que você pode ter em casa, como termômetros para verificar a temperatura corporal, medidores de pressão arterial e a frequência cardíaca, e um oxímetro de pulso.

Mas também há aparelhos mais avançados, que incluem a possibilidade de realizar exames de imagem, eletrocardiograma, análises de urina e avaliações da córnea.

O que é a Artemis II

O lançamento desta semana faz parte do programa Artemis, anunciado pela NASA em 2017 com o objetivo de retornar à Lua e, futuramente, estabelecer bases permanentes no satélite natural que orbita nosso planeta.

É a primeira vez desde o programa Apollo que a agência espacial norte-americana realiza missões do tipo. Na época, a primeira missão tripulada a dar a volta na Lua – como a Artemis II deve fazer – e retornar em segurança foi a Apollo 8, em dezembro de 1968.

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O astronauta Harrison H. Schmitt trabalha junto ao seu veículo lunar durante a Apollo 17, ainda hoje a última missão a pisar na Lua (NASA/Eugene A. Cernan/Reprodução)

No ano seguinte, a Apollo 11 foi a primeira a pousar no satélite, em 20 de julho de 1969. O feito depois foi repetido por cinco das seis missões subsequentes (a Apollo 13 foi a exceção: com problemas nos tanques de oxigênio e células de combustível, a alunissagem precisou ser abortada), levando um total de 12 astronautas a pisar na Lua.

Missões do tipo seguiram até a Apollo 17, no final de 1972, quando o interesse governamental no programa entrou em declínio diante da falta de retorno econômico para a exploração espacial. No programa Artemis, o plano é que um novo pouso na Lua ocorra em 2028.



Fonte.:Saúde Abril

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