6:55 PM
5 de abril de 2026

Projeto na Câmara quer mudar definição legal de mulher

Projeto na Câmara quer mudar definição legal de mulher

PUBLICIDADE



Um projeto de lei de autoria da deputada Ana Pimentel (PT-MG) está em pauta na Câmara dos Deputados para definir, em âmbito federal, o conceito de mulher baseado na autodeclaração. A proposta foca no combate à violência digital, mas gera intensos debates sobre a ideologia de gênero.

O que estabelece o projeto de lei sobre a definição de mulher?

O texto do PL 6194/2025 define mulher como toda pessoa que se identifica e se reconhece no gênero feminino. Isso inclui explicitamente mulheres trans, travestis e pessoas não binárias que adotem essa identificação. Se aprovada, essa definição passaria a valer para leis federais, consolidando o critério da identidade de gênero sobre o sexo biológico.

Qual é o objetivo principal da proposta em relação à internet?

O foco declarado é o enfrentamento da chamada ‘misoginia digital’. O projeto pretende responsabilizar civilmente, exigindo o pagamento de danos morais e materiais, quem publicar conteúdos considerados ofensivos a mulheres. Além disso, obriga as plataformas digitais a moderar, remover e retirar o lucro de canais ou perfis que propaguem esse tipo de mensagem.

Quais são as principais críticas feitas por especialistas ao projeto?

Especialistas e associações de defesa dos direitos das mulheres alertam que a substituição do critério ‘sexo’ por ‘identidade de gênero’ pode apagar necessidades específicas de mulheres biológicas. Há também o receio de que o projeto funcione como um ‘cavalo de troia’ para oficializar a ideologia de gênero no Brasil, além de preocupações com possíveis riscos à liberdade de expressão sob a justificativa de combate ao ódio.

Como funcionariam as medidas protetivas no ambiente digital?

A proposta prevê que as vítimas possam solicitar à Justiça ou diretamente às redes sociais medidas urgentes, como o bloqueio de mensagens, ocultação de comentários e limitação do alcance de contas agressoras. Outro ponto polêmico é a possibilidade de inversão do ônus da prova: em alguns casos, o acusado teria que provar que não cometeu a ofensa, em vez de a vítima ter que comprovar o crime.

Como está a tramitação dessa proposta no Congresso?

Atualmente, o projeto aguarda a análise de um requerimento de urgência apresentado em março de 2026. Se essa urgência for aprovada, o texto poderá ser votado diretamente no plenário da Câmara, sem precisar passar por todas as comissões temáticas. O cenário é de resistência por parte de parlamentares da oposição, que defendem que o país já possui leis de proteção suficientes, como a Lei Maria da Penha.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

VEJA TAMBÉM:



Fonte. Gazeta do Povo

Leia mais

Rolar para cima