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9 de abril de 2026

Tivoli Avenida Liberdade: como é o hotel em Lisboa – 08/04/2026 – Turismo

Tivoli Avenida Liberdade: como é o hotel em Lisboa – 08/04/2026 – Turismo

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A capital portuguesa é pródiga em miradouros, os pontos altos de onde a cidade se oferece inteira ao olhar. Ainda assim, poucos panoramas competem com o do Seen, o bar e restaurante envidraçado no topo do luxuoso hotel Tivoli Avenida Liberdade, de frente para a via homônima, a mais emblemática dali.

À noite, o que se vê é um mar de luzes salpicando os morros. De dia, Lisboa aparece como um amontoado de construções claras, escorrendo em direção ao Tejo. Um cenário que dispensa esforço: basta sentar, pedir um drinque ou marcar um jantar mais romântico, deixando a vista fazer o resto.

O Seen é hoje o cartão de visitas mais chamativo de um hotel que atravessa quase um século. Fundado em 1933, no auge do projeto modernizador da Avenida da Liberdade —inspirada nos bulevares parisienses—, o Tivoli ajudou a consolidar a imagem de uma Lisboa cosmopolita, aberta ao mundo.

Ao longo das décadas, hospedou chefes de Estado, diplomatas e artistas. Hoje, figura entre os favoritos de brasileiros endinheirados, um de seus públicos mais fiéis.

Uma reforma recente modernizou o edifício sem apagar sua memória. Isso fica evidente já no lobby, que ganhou um teto de vidro e passou a funcionar como espaço de circulação social e também de arte.

Atualmente, abriga um painel monumental de mais de oito metros do artista Jorge Feijão, com a figura do arcanjo Miguel —anjo que observa o entra e sai do hotel. Ao lado, o bar se organiza em torno de um biombo vazado em treliça dourada, de inspiração art déco.

Ainda no térreo, a Cervejaria Liberdade segue o significado português do termo: um restaurante tradicional, focado em peixes e frutos do mar da costa. O salão de pé-direito alto, dominado por uma grande tapeçaria, se abre para o calçadão da avenida, criando uma relação direta com a cidade lá fora.

Quem quiser se entregar ao menu pode começar com as torradinhas com recheio de sapateira (miolo cremoso de caranguejo) e depois partir para o tradicional bacalhau à Brás ou para a lula corada, que acompanha purê de batata.

No hotel há 264 quartos, todos marcados por um luxo contido: linhas retas, madeira escura, detalhes em dourado fosco e tecidos naturais em tons neutros. É como se o art déco original tivesse passado por uma depuração, preservando o espírito sem carregar em excessos. As diárias partem de R$ 1.780.

O spa, operado pela rede tailandesa Anantara, aposta em técnicas orientais de massagem, ervas e estímulo dos chamados pontos de energia. No mesmo subsolo, a academia surpreende pelo tamanho e pela quantidade de equipamentos, acima da média mesmo para hotéis de alto padrão. Já a piscina, redonda, fica nos fundos do edifício, cercada por espreguiçadeiras e por mais um bar.

O jornalista se hospedou a convite do Tivoli Avenida Liberdade



Fonte.:Folha de S.Paulo

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