O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), criticou nesta sexta-feira (17) a derrubada da lei estadual que proíbe cotas raciais e de gênero. Segundo o político, a lei sancionada em seu governo aprimorava cotas ao concentrá-las nos “mais pobres”.
O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria na quinta-feira para declarar inconstitucional uma lei de Santa Catarina que proíbe a previsão de cotas raciais nas universidades públicas estaduais e em universidades privadas que recebem recursos estaduais.
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“A nossa Lei derrubada ontem não extinguia cotas, melhorava: focava nos mais pobres. Infelizmente o nosso país não aceita sequer discutir o tema. Enquanto isso, alunos mais pobres continuarão perdendo suas vagas por questões de cor ou identidade de gênero”, escreveu o governador no X.
Em dezembro, Santa Catarina promulgou a lei que proíbe a política da reserva de vagas para estudantes, professores e técnicos por cotas raciais ou outras ações afirmativas, como para povos indígenas, pessoas que se declaram trans, entre outros critérios. A lei catarinense mantinha exceções para pessoas com deficiência (PCDs) e de escolas públicas, por critérios exclusivos de renda.
Jorginho lamenta o que se queixa de um “rótulo” de higienista que supostamente teria, mesmo mantendo índices favoráveis de distribuição de renda. O governador de Santa Catarina apontou no STF para os dados demográficos do estado. De acordo com o censo de 2022, 76,28% dos catarinenses se autodeclaram brancos.
“A esquerda ainda tenta rotular como higienista o governador do Estado com a menor desigualdade social do Brasil”, declarou o governador, também em sua conta no X.
Fonte. Gazeta do Povo




