11:34 PM
23 de abril de 2026

Alberto Landgraf lança livro que reúne receitas e princípios culinários

Alberto Landgraf lança livro que reúne receitas e princípios culinários

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Alberto Landgraf tem um livro para chamar de seu. Em Oteque (Phaidon, 256 págs., R$ 415,90), nome do restaurante que abriu no Rio de Janeiro em 2018, ele reúne 78 receitas assim como fala de princípios culinários e descreve seu processo criativo, mas por enquanto apenas em inglês.

Oteque: princípios culinários e processo criativo de Alberto Landgraf
Oteque: princípios culinários e processo criativo de Alberto Landgraf (Robert Astley Robert/Divulgação)

Na obra, o cozinheiro conta com textos do jornalista italiano Andrea Petrini e magníficas fotos do britânico Robert Astley-Sparke.

O profissional multipremiado, que estreou em São Paulo onde teve o Epice, aberto em 2011, ano em que foi premiado por VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER como Chef Revelação, volta à capital paulista para uma noite de autógrafos na segunda (27), às 19h30.

Haverá um bate-papo com Rosa Moraes, presidente para o Brasil do The World’s 50 Best Restaurants e do Latin America’s 50 Best Restaurants, além de embaixadora de turismo e hospitalidade da Ânima Educação.

Livraria da Travessa. Shopping Iguatemi. tel. 4780-5927. Tem acessibilidade

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3 Perguntas para Alberto Landgraf

Seu livro de estreia está dividido em princípios. Quais são eles e o que representam no fazer culinário?

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Adoto princípios relativos aos pratos como acidez e textura, blocos de divisão do cardápio mais minha liderança e meu processo criativo, ao invés de temporadas. Isto porque o Brasil não tem temporadas muito definidas. Também não vou por ingredientes. É a maneira como organizei o meu raciocínio quando montei o Oteque e o caminho que percorri desde que comecei com o (extinto) Epice, em São Paulo, e é como faço até hoje.

Como é feita sua pesquisa de ingredientes brasileiros?


A pesquisa é feita muito em viagens, e eu gosto de visitar o local de origem. Um exemplo simples: se alguém quer me apresentar o pequi, eu vou provar, mas eu tento conhecer o lugar de origem, ir até o Cerrado, para provar in loco como os locais fazem. Para incorporar algo brasileiro na minha comida, não procuro saber em outros restaurantes, mas gosto de saber o que o povo come, como o povo usa para eu poder interpretar aquele ingrediente da minha maneira.

É essencial ter no cardápio iguarias como caviar e trufas?

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Não, não é essencial ter caviar nem trufas no menu, da mesma maneira que não é essencial ter carne vermelha, não é essencial ter peixe. Não é essencial nada. Tudo faz parte de uma construção. No meu caso, eu tenho um público, uma demanda de um público-alvo, que é atendida pela minha empresa — aí falando do restaurante como uma empresa, como um negócio. E esse público busca esse tipo de iguaria, iguarias com as quais eu trabalho. É igual em uma empresa de aviação com passageiros que gostam mais de classe executiva e não se importam em pagar mais por isso então. Usar trufa e caviar está mais relacionado a atender o público-alvo que você decide ter quando você está fazendo a concepção do próprio negócio.

Publicado em VEJA São Paulo de 24 de abril de 2026, edição nº 2992

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Fonte.: Veja SP Abril

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