A Enel Brasil afirma ter investido R$ 1,5 bilhão em distribuição de energia no primeiro trimestre deste ano. O número representa um crescimento de 31% em relação ao mesmo período do ano passado. O aumento acontece em meio a questionamento quanto às concessões da empresa em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Na capital paulista e região metropolitana, a principal operação da multinacional italiana no país, o aporte foi de R$ 690,3 milhões. No Rio, os investimentos foram de R$ 439,5 milhões. O crescimento chegou a, respectivamente, 42,5% e 40%.
Segundo a subsidiária brasileira, o ritmo de aportes tem crescido. Em São Paulo, o capex (investimentos em bens ou ativos que aumentam a capacidade produtiva ou operacional da empresa) de 2025 foi de R$ 2,8 bilhões. Se comparado a 2023, o crescimento foi de 73%. No Rio, no ano passado o número chegou a R$ 1,8 bilhão (mais 55% em relação a 2023).
No mês passado, a Aneel recomendou a caducidade do contrato da Enel em São Paulo. O processo agora será analisado e a acusação é de sucessivas falhas no fornecimento, incluindo um apagão em dezembro de 2025 que deixou cerca de 4,2 milhões de clientes sem energia.
No Rio, o TCU (Tribunal de Contas da União) disse não haver motivo para a concessão não ser renovada por mais 30 anos, mas criticou a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) por ter feito a recomendação antes de concluir investigação sobre supostas fraudes nos números do fornecimento de energia.
A Fitch cortou o rating de longo prazo da Enel Brasil, citando o maior risco de não renovação da concessão da Enel em São Paulo, definida pela agência como o principal ativo do grupo no Brasil.
A empresa afirma ter ampliado em 27,2% o quadro de colaboradores próprios nas duas concessões, medida alinhada ao plano de expansão de equipes anunciado pela Enel Américas para o ciclo 2025-2027.
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Fonte.:Folha de S.Paulo


