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10 de maio de 2026

Melhores croissants e baguetes do país são revelados em premiação inédita

Melhores croissants e baguetes do país são revelados em premiação inédita

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É para comemorar… Depois de uma disputa acirrada, realizada na última terça (5), ficou-se sabendo quais são os melhores croissants e baguetes do Brasil. Competição inédita, a primeira edição do Prêmio Taste France Brasil – Boulangerie é uma iniciativa do Business France e da Embaixada da França no Brasil, que atraiu 41 padarias de oito estados brasileiros em busca do ouro, prata e bronze.

Participaram da prova concorrentes de peso, entre eles a premiada Zestzing Padaria Artesanal, casa dos Jardins tocada pela proprietária Claudia Rezende. Sagraram-se vitoriosas duas casas paulistanas, ambas localizadas na Zona Oeste da capital.

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Campeões do croissant: Roberto Carneiro e Julien Feron, segurando a placa ao centro, ao lado de Pierre Adrien Romon, Patrice Roudaut, Bruno Cormerais e Eric Fajole (Pedro Fagundes/Divulgação)

A campeã na categoria croissant é a Mich Mich, da Pompeia. Instalada em uma charmosa portinha, é conduzida pelo sócio francês Julien Feron e conta com produção feita pelo padeiro Roberto Carneiro. Na noite da premiação, Carneiro me contou que tem uma formação intuitiva e que os cursos da internet ajudaram muito na vitória.

Coube à Casa Allamanda Boulangerie et Bistrot, no Alto de Pinheiros, o título de baguete número 1 do país. O mix padaria e confeitaria divide espaço com um restaurante, cuja consultoria foi feita pelo chef francês Laurent Suaudeau. Aberta em fevereiro do ano passado pelos advogados Philippe Andre Rocha Gail e Columbano Feijó, a loja trabalha apenas com farinha e manteiga francesas numa busca pela qualidade. Na linha de produção, estão os padeiros João Victor David Cesario e Loan Saumon.

Uma surpresa na prata. Empate. Faturou o segundo nas duas categorias a rede Fabrique, que tem quatro unidades paulistanas e pertence ao empresário José Carlos Gomes. Filho de um padeiro português, o empresário se especializou na The French Pastry School, em Chicago.

A medalha de bronze em croissant foi o único prêmio que não ficou na capital paulista. Destinou-se à confeitaria L’Atelier Sucré, em Bauru, no interior do estado. O terceiro lugar no pódio para baguete foi garfado pela BREADing & Co., endereço da Vila Mariana.

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Baguete de ouro: representantes da Casa Allamanda João Victor David Cesario e Loan Saumon com Phillipe Gail entre eles mais Bruno Cormerais e Eric Fajole (Pedro Fagundes/Divulgação)

Como prêmio, os dois vencedores foram contemplados com cursos nas escolas Le Cordon Bleu e Eno Cultura, além de matérias-primas e equipamentos fornecidos por empresas parceiras da premiação. Os segundos e terceiros lugares também foram agraciados com cursos no Ateliê do Boulanger e na Eno Cultura, além de insumos e utensílios fornecidos por patrocinadores.

Para realizar os testes dos inscritos, foram montadas duas mesas de júri. Todas as amostras foram provadas às cegas. Ou seja, os avaliadores desconheciam a procedência dos pães e dos folhados. Foram levados em consideração os aspectos visuais, gustativos e olfativos das amostras.

Antes de os pães chegarem a essa etapa decisiva, foi feita uma análise técnica durante a manhã do mesmo dia no liceu culinário Le Cordon Bleu, na Vila Madalena. À medida que recebia os exemplares dos concorrentes, o presidente do júri Bruno Cormerais — meilleur ouvrier de France e apresentador do programa La Meilleure Boulangerie de France, competição de padeiros de sucesso na TV francesa — realizou a primeira triagem.

Na missão, Bruno teve a companhia do padeiro bretão Patrice Roudaut. Ambos apontaram, por exemplo, se os pães atendiam às exigências mínimas do concurso em critérios como dimensão e peso. Detalhes como o formato também foram fundamentais nessa seleção. Só depois dessa primeira etapa, as amostras foram encaminhadas para as duas turmas de especialistas.

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Entre os avaliadores de baguetes: Fred Sabbag e Milhem Cortaz em ação (Pedro Fagundes/Divulgação)

O grupo que julgou as baguetes era composto pelo padeiro e ator global Milhem Cortaz, da padaria Cortaz o Pão, o chef franco-brasileiro Benoit Mathurin, do restaurante Esther Rooftop, o advogado e empresário do ramo de restaurantes Fred Sabbag, a padeira Paula Bonomo, da Casa Bonomi, de Belo Horizonte, e o sorveteiro Fabrício Tonon, da Casa Doce, de Brasília. Passaram 33 baguetes pelos criteriosos avaliadores.

Os croissants foram verificados pelo confeiteiro Salvador Lettieri, da Le Cordon Bleu, pela chef Juliana Abel, da Torta no Quintal, pela padeira Karina Ruiz, da Viva Bakery, em Americana (SP), pelo empresário de panificação Ricardo Arriel, da brasiliense Line Bakery e pela colunista do Paladar, Patrícia Ferraz. Para o teste, foram 46 croissants apreciados.

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Discurso de Alexandra Mias, cônsul-geral da França em São Paulo: premiação, realizada na residência oficial (Paulo Fagundes/Divulgação)

Os resultados foram anunciados na noite da mesma terça na residência oficial da cônsul-geral da França em São Paulo, Alexandra Mias. Contou com as presenças do diretor regional LatAm da Business France, Eric Fajole, e do conselheiro agrícola regional da Embaixada da França, Pierre Adrien Romon.

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Em seu discurso para a abertura do evento, a diplomata destacou a importância que o pão tem tanto na França quanto no Brasil. Fajole lembrou que a influência francesa na panificação brasileira vem desde meados do século XIX. Tanto que o pão mais consumido no país é conhecido como “pão francês”.

Casa Allamanda Boulangerie et Bistrot
Rua Doutor Theóphilo Ribeiro de Andrade, 223, Alto de Pinheiros, telefone e WhatsApp (11) 91123-2828. Tem acessibilidade.

Mich Mich
Rua Ministro Ferreira Alves, 171, Pompeia, telefone (11) 93027-5109. Tem acessibilidade.

Fabrique Pães
Rua Itacolomi, 612, Higienópolis. Tem acessibilidade. Mais três endereços.

BREADing & CO.
Rua Áurea, 199, Vila Mariana.

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L’Atelier Sucré Maison
Avenida Comendador José da Silva Martha, 6-44, Jardim Estoril, Bauru.

 

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Fonte.: Veja SP Abril

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