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12 de maio de 2026

Protesto de alunos da USP, Unesp e Unicamp tem confronto com vereadores

Protesto de alunos da USP, Unesp e Unicamp tem confronto com vereadores

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Um protesto de estudantes das universidades estaduais de São Paulo, na tarde desta segunda-feira (11), terminou com a intervenção da Polícia Militar após um confronto entre manifestantes e os vereadores Adrilles Jorge e Rubinho Nunes, ambos do União Brasil.

Alunos da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), estavam em frente ao prédio onde haveria uma reunião de reitores, que foi cancelada, no centro da capital paulista.

Por volta das 14h30, Rubinho Nunes e Adrilles Jorge chegaram ao local. Eles teriam trocado provocações com os estudantes. A situação escalou para empurra-empurra e troca de agressões.

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Em um vídeo divulgado nas redes sociais, a equipe de Adrilles grava os alunos, enquanto ele questiona a motivação da greve. “O povo paga para você estudar. Você acha normal um estudante fazer greve?”, disse.

Conforme mostra a gravação, um dos manifestantes chuta o vereador, que reage: “Você enlouqueceu, rapaz? Vagabundo, violento, canalha”. Os estudantes gritavam: “Recua, facista, recua”.

Imagens divulgadas nas redes sociais também mostram o momento em que Rubinho discutia com alunos, quando foi empurrado pelas costas e trocou socos e chutes com manifestantes. A polícia utilizou bombas de gás lacrimogêneo para conter a confusão.

Ao jornal Folha de S. Paulo, Rubinho negou ter iniciado as provocações e afirmou que iria ao hospital para avaliar se quebrou o nariz. “Estava conversando no local, porém os estudantes começaram a agredir com chutes, socos, canos e até um cone foi arremessado”, disse.

Após a confusão, Adrilles afirmou que foi até o protesto “explicar a estudantes que estudante não faz greve, que estudante de universidade pública é custeado, pago com dinheiro das pessoas”.

“Uma multidão de estudantes manifestantes tentou me espancar e a toda minha equipe. Esta é a verdadeira face desses estudantes: a face do crime. Manifestantes violentos, agressivos, criminosos, usando máscaras para não ser identificados a apoteose do crime está tentando ocupar as universidades públicas da nação”, disse o vereador no X.

Greve da USP e desocupação da reitoria pela PM

Alunos da USP entraram em greve no dia 15 de abril por melhores condições de permanência universitária. O reitor da instituição, Aluisio Segurado, realizou três reuniões sobre as reivindicações, mas encerrou as negociações de forma unilateral no último dia 4.

Na última quinta (7), os estudantes invadiram o prédio da reitoria para pressionar pela reabertura das negociações. Na madrugada deste domingo (10), a PM desocupou o prédio. Segundo os estudantes, os policiais utilizaram bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes durante a ação.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou que a ação policial foi motivada, entre outros fatores, por registros de danos ao patrimônio público: portões derrubados, vidros estilhaçados e catracas avariadas, além de diversos objetos destruídos no interior do edifício. De acordo com a SSP, a PM também apreendeu no local drogas, facas, canivetes, bastões e porretes.

Alunos de medicina da USP aderem à greve

Mais cedo, os estudantes do internato Faculdade de Medicina da USP anunciaram a paralisação das atividades de atendimento no Hospital das Clínicas (HC) e no Hospital Universitário em apoio à greve na instituição.



Fonte. Gazeta do Povo

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