O governo dos EUA afirmou na segunda-feira (18) que a indiana Adani Enterprises, um dos maiores grupos do país, concordou em pagar US$ 275 milhões (R$ 1,38 bilhão) para encerrar supostas violações de sanções envolvendo o Irã, enquanto o governo Trump buscava resolver vários casos envolvendo o bilionário indiano Gautam Adani.
O departamento do Tesouro dos EUA afirmou que a Adani Enterprises havia comprado carregamentos de GLP (gás liquefeito de petróleo) de um comerciante sediado em Dubai que alegava fornecer gás de Omã e do Iraque, mas que na verdade era originário do Irã.
Na semana passada, a SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, equivalente à CVM no Brasil) encerrou um processo civil contra Adani por um suposto esquema de suborno de funcionários do governo indiano, embora a medida ainda dependa de aprovação judicial.
O Departamento de Justiça também está perto de retirar as acusações criminais de fraude relacionadas contra Adani, que prometeu investir US$ 10 bilhões na economia norte-americana, segundo duas pessoas familiarizadas com o assunto. Essa retirada pode ocorrer já nesta segunda-feira, disse uma das pessoas.
Promotores dos EUA haviam acusado Adani de supostamente concordar em pagar US$ 265 milhões em propinas a funcionários do governo indiano para que sua empresa obtivesse aprovação para desenvolver a maior usina de energia solar da Índia.
Adani e seus supostos cúmplices levantaram mais de US$ 3 bilhões em empréstimos e títulos ao ocultar a corrupção de credores e investidores, disseram os promotores. O Grupo Adani, um conglomerado que inclui a Adani Enterprises, tem negado consistentemente qualquer irregularidade.
Folha Mercado
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Adani é aliado próximo do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e uma das pessoas mais ricas do mundo, com patrimônio estimado em US$ 82 bilhões, segundo a revista Forbes.
Fonte.:Folha de S.Paulo


