Duas farmacêuticas anunciaram nesta segunda-feira (18) o recolhimento voluntário de corticoide e medicamentos para controle do colesterol após identificar problemas na produção.
A Cimed Indústria S.A. e a Hypofarma relataram as ocorrências à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), e as suspensões de comercialização, distribuição e uso foram publicadas no Diário Oficial da União.
A Cimed diz suspeitar que cartuchos de rosuvastatina cálcica 20 mg tenham sido misturados aos de atorvastatina cálcica 40 mg. Os medicamentos têm o mesmo número de lote (2424299).
Já a Hypofarma recolheu o lote 25091566 do fosfato dissódico de dexametasona 4 mg/ml, um corticoide injetável apresentado em caixa com 50 ampolas.
Quem tiver adquirido qualquer um dos medicamentos deve suspender o uso e entrar em contato com o SAC das respectivas empresas para informações sobre o recolhimento e a devolução dos produtos.
Os dois medicamentos da Cimed são usados para reduzir os níveis de colesterol LDL (colesterol ruim) e triglicerídes no sangue. Também elevam o HDL (colesterol bom) e são receitados para prevenir doenças cardiovasculares, como infartos e AVCs.
Quem acredita estar tomando atorvastatina 40 mg pode, na prática, estar consumindo rosuvastatina 20 mg sem saber. Embora pertençam à mesma classe, as estatinas, as duas substâncias têm doses e indicações que variam conforme o perfil do paciente.
A troca pode representar risco porque cada medicamento é prescrito de forma individualizada. A dose correta depende do histórico do paciente, de outros remédios que ele usa e do nível de colesterol que precisa ser controlado.
Quanto ao corticoide da Hypofarma, o problema identificado é a turvação da solução quando o medicamento é diluído em associação a determinados outros remédios. A empresa afirma que o recolhimento é restrito ao lote mencionado e que acompanha o caso junto às autoridades sanitárias.
O fosfato dissódico de dexametasona é um corticoide sintético usado no tratamento de condições inflamatórias severas, distúrbios alérgicos e doenças autoimunes. Também é indicado para edemas, como o edema cerebral em algumas condições neurológicas, e para distúrbios endócrinos.
Em nota, a Hypofarma afirma que “a medida demonstra o compromisso histórico da empresa com a segurança dos pacientes, a transparência de seus processos e o rigor dos controles de qualidade”.
Fonte.:Folha de S.Paulo

