10:51 AM
22 de maio de 2026

Moktcha traz caprichadas receitas familiares da Coreia do Sul a Pinheiros

Moktcha traz caprichadas receitas familiares da Coreia do Sul a Pinheiros

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Em uma ainda tranquila travessa da frenética Rua Ferreira de Araújo, em Pinheiros, fica um dos melhores restaurantes coreanos da cidade. É o Moktcha, que quer dizer “vamos comer”.

Um trio de mulheres é o pilar da casa, cuja entrada fica atrás de uma loja de produtos cosméticos da Coreia do Sul. Dividem o atendimento no salão as irmãs Anne Kim e Ja Ni Kim.

Na cozinha, a mãe delas Soon Ok Park faz absolutamente tudo — até o óleo de gergelim é preparado por ela, preferencialmente com matéria-prima orgânica.

Soon Ok Park, cozinheira do Moktcha
Soon Ok Park: faz absolutamente tudo na cozinha do Moktcha, até o óleo de gergelim (Ricardo Dangelo/Veja SP)

Ela também elabora o gochujang, molho denso de pimenta vermelha fermentada que demora até oito meses para ficar pronto. Com pimenta vermelha em pó e folhas de acelga, produz um ótimo fermentado kimchi (R$ 10,00).

Uma das garantias de origem dos produtos oferecidos por dona Soon é a horta cultivada na casa dela, especialmente as verduras usadas para embrulhar algumas sugestões.

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É o caso do samgyeopsal (R$ 90,00), composto de lâminas de barriga de porco grelhadas à mesa numa chapa (um espetáculo lindo de ver). Tem parceria de hortaliças igualmente tostadas e cogumelo eryngui, tudo para ser envolto numa trouxinha de folha de gergelim ou de alface.

Samgyeopsal, a barriga de porco na chapa com legumes do Moktcha
Moktcha: preparo do samgyeopsal, a barriga de porco na chapa com legumes (Ricardo Dangelo/Veja SP)

Outro espetáculo é o jjajamyeon (R$ 75,00), receita sino-coreana popular na Coreia do Sul. Trata-se de uma versão deliciosa do macarrão de trigo coberto por molho de soja preta com carne de porco em cubos e vegetais.

Também há uma série de petiscos irresistíveis, os banchan, que podem acompanhar ou preceder a refeição. Atende pelo nome de buchimgae (R$ 45,00, quatro unidades) a panquequinha de nirá e frutos do mar, boa, mas um tanto engordurada.

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A dobradinha kimbugak+kenipbugak (R$ 50,00) é um crocante frito de arroz de moti com folhas de alga e de gergelim com sementes de girassol e abóbora.

O mandu (R$ 40,00), ou o guioza da Coreia, pode ser provado com recheios de carnes bovina e suína, tofu e nirá ou kimchi com mix de carnes ou de vegetais (R$ 30,00, quatro unidades).

Há só duas sobremesas, o gyeongwalyu gangjeong, um pé de moleque típico com mix de castanhas, amêndoa e sementes de gergelim, abóbora e girassol, e o sujeong gwa na, opção líquida, que é um ponche não alcoólico gelado de frutas, gengibre e notadamente canela (R$ 40,00 cada um).

É de admirar tanta desenvoltura culinária, uma vez que a matriarca Soon, de 72 anos, deu os primeiros passos na culinária profissional ao abrir o negócio em setembro de 2024 para repetir as receitas que aprendeu com a mãe na infância, quando morava do outro lado do planeta.

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Avaliação: BOM (✪✪✪) 

Moktcha

Rua Marcos Azevedo, 60, Pinheiros. Não tem telefone (30 lugares). 12h/16h (fecha seg.). Rolha: grátis. Tem acessibilidade. Aberto em 2024. $

Publicado em VEJA São Paulo de 22 de maio de 2026, edição nº 2996.

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Fonte.: Veja SP Abril

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