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25 de maio de 2026

Irã diz ter chegado a “entendimento” com os EUA, mas acordo não é iminente

Irã diz ter chegado a “entendimento” com os EUA, mas acordo não é iminente

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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta segunda-feira (25) que um certo grau de entendimento foi alcançado com os Estados Unidos em diversas questões, mas um acordo não é iminente.

“Não há nenhuma garantia de que os Estados Unidos cumprirão seus compromissos”, declarou Baghaei em uma coletiva de imprensa em Teerã, capital do país.

O porta-voz afirmou que o programa nuclear iraniano não faz parte das discussões nesta fase e reiterou a exigência iraniana de que a guerra termine em todas as frentes, incluindo o Líbano.

O Irã busca adiar as negociações sobre os detalhes de seu programa nuclear até que seja declarado o fim formal da guerra.

Baghaei afirmou que Teerã tem testemunhado mudanças constantes nas posições do governo Trump.

“Em poucas horas, você se depara com posições completamente diferentes e, em muitos casos, contraditórias”, disse ele, acrescentando que isso “cria problemas para qualquer processo de negociação”.

Ele se recusou a descrever o plano do Irã de monetizar o Estreito de Ormuz como um pedágio, caracterizando-o, em vez disso, como taxas por “serviços” a serem prestados, incluindo navegação e proteção ambiental.

“Qualquer país responsável acolheria com satisfação a criação de um mecanismo confiável e previsível para gerenciar o trânsito e a navegação pelo Estreito de Ormuz”, acrescentou o porta-voz.

Além da autoridade iraniana, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, também minimizou as expectativas de um avanço iminente para o fim da guerra.

Rubio disse a jornalistas em Nova Déli que os EUA darão todas as chances de sucesso à diplomacia antes de explorar “alternativas”, após o presidente Donald Trump ter declarado no domingo (24) que instruiu seus representantes a não se precipitarem em nenhum acordo com o Irã.

“Há uma proposta bastante sólida em relação à capacidade do Irã de abrir o Estreito, conseguir a abertura do Estreito, iniciar uma negociação real, significativa e com prazo determinado sobre a questão nuclear, e esperamos que possamos concretizá-la”, afirmou o secretário.

Principais pontos do acordo

Trump aumentou as expectativas de um acordo iminente no sábado (23), quando disse que Washington e Teerã haviam “negociado em grande parte” um memorando de entendimento sobre um acordo de paz que reabriria o Estreito de Ormuz.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou na segunda-feira que o Irã não cobraria pedágio pela passagem pelo estreito vital, mas acrescentou que é “normal que os serviços prestados tenham um preço”.

Antes do conflito, o estreito era responsável por um quinto das remessas globais de petróleo e gás natural liquefeito.

Os dois lados permanecem em desacordo sobre diversas questões complexas, como as ambições nucleares do Irã, a guerra de Israel no Líbano contra o grupo Hezbollah, apoiada pelo Irã, e as exigências de Teerã para o levantamento das sanções e a liberação de dezenas de bilhões de dólares em receitas petrolíferas iranianas congeladas em bancos estrangeiros.

Um alto funcionário do governo Trump delineou o que considerou os contornos mais recentes das questões em negociação.

Falando sob condição de anonimato, o funcionário disse que o Irã concordou “em princípio” em abrir o Estreito de Ormuz, em troca do levantamento do bloqueio naval dos Estados Unidos, e em se desfazer do urânio altamente enriquecido de Teerã.

Os EUA entenderam que o líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, endossou o esboço geral do acordo, acrescentou ele.

O funcionário rebateu as sugestões de que o Irã não teria aceitado se desfazer de seu estoque de urânio enriquecido. “A questão é como”, disse o funcionário.

Um segundo alto funcionário do governo disse no domingo (24) que a estrutura proposta daria aos negociadores 60 dias para chegar a um acordo final.

Fontes iranianas disseram à Reuters que, em etapas futuras, “fórmulas viáveis” poderiam ser encontradas para resolver a disputa sobre seu estoque de urânio altamente enriquecido, incluindo a diluição do material sob a supervisão da agência nuclear da ONU.



Fonte: CNN Brasil

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