Cerca de 1.300 km separam a paulista Campos do Jordão da gaúcha Gramado. A primeira, no cocuruto da Serra da Mantiqueira, equilibra-se a 1.628 m, enquanto a segunda, na Serra Gaúcha, fica a 850 m.
Apesar das diferenças, as duas têm em comum os termômetros que, volta e meia, descem abaixo de 0º. Elas também empatam pela terceira vez como melhores destinos de inverno no Brasil — Gramado com 26% das menções e Campos do Jordão, com 25%. O empate se deve à margem de erro, de três pontos percentuais.
Com 27 mil leitos em 200 hotéis, Gramado espera receber 2,3 milhões de visitantes na alta temporada que se aproxima. Uma estrutura com telão, ambientação temática e festas gratuitas vai abrigar o público nos dias de jogos da Copa do Mundo.
Até o ano que vem, a cidade promete bombar ainda mais —já em construção, o complexo Sirena Gramado terá residências de alto padrão, um resort Club Med e a maior pista de esqui outdoor da América Latina.
“O empreendimento amplia a capacidade de Gramado se conectar com novos públicos, investidores e oportunidades ao redor do mundo, e posiciona a cidade dentro do cenário global de destinos desejados”, aposta o secretário de turismo, Ricardo Bertolucci.
Campos do Jordão também terá novidades neste inverno. Em junho, será inaugurado o Terra dos Dinos, área de 96 mil m² com 40 dinossauros animatrônicos.
Dentro de uma Área de Proteção Ambiental (APA), a cidade recebe 2,1 milhões de pessoas na temporada de inverno, que começa oficialmente no feriado de Corpus Christi.
“Mais de 80% dos nossos atrativos turísticos estão em áreas verdes. Enquanto os destinos urbanos se reinventam com parques temáticos e atrações artificiais, Campos do Jordão mantém sua força na paisagem natural”, defende o secretário de turismo, Fábio Izar.
O Datafolha também perguntou aos paulistanos qual é o melhor destino para vinho. Para 11% dos moradores da cidade, a resposta é São Roque (SP). A 70 km da capital, a cidade produz a bebida desde o século 17, chegou a ser associada a produtos de baixa qualidade, mas subiu a régua e vive um novo momento.
Segundo Leodir Ribeiro, presidente da Associação do Roteiro do Vinho de São Roque, as vinícolas têm investido na renovação dos vinhedos, nas tecnologias de vinificação e no enoturismo.
A duplicação das rodovias Presidente Castello Branco (SP-280) e Raposo Tavares (SP-270) e a chegada de empreendimentos de alto padrão, como o Catarina Fashion Outlet e o Nór Hotel e Spa, atraem novos públicos.
“Em 2025, o roteiro recebeu 1,5 milhão de pessoas: gente das cidades vizinhas, da capital e até estrangeiros, que estão em São Paulo e fazem bate e volta para conhecer nossos vinhos”, celebra o empresário.
Fonte.:Folha de S.Paulo


