A Suíça tem paisagens floridas na primavera, belos lagos a visitar no verão e vinhedos dourados no outono —mas são os picos cobertos de neve que vivem no imaginário do paulistano.
Pela sétima vez, o país europeu foi apontado como o melhor destino de inverno –este ano, com 11% das menções. Mas não sobe sozinho ao pódio. Em função da margem de erro da pesquisa, de três pontos para mais ou para menos, o Chile, com 9%, também é vencedor.
A Suíça investe no turismo de luxo e tem uma série de novidades para exibir —entre elas, o museu que o brasileiro Paulo Coelho, autor de “O Alquimista”, acaba de inaugurar em Genebra.
A etapa final do Schilthornbahn 20XX, o teleférico mais íngreme do mundo, nos Alpes Berneses, será inaugurada nos próximos meses, na mesma época em que o Monte Titlis vai abrir sua nova torre panorâmica.
No quesito hotelaria, o país reforça a imagem de sofisticação sem excessos. Em 2025, o Grand Hotel Belvedere reabriu como um cinco estrelas renovado —a construção fica no vilarejo de Wengen, onde carros não são permitidos. Também já foi inaugurado o hotel boutique Chesa Marchetta, com 13 habitações em um casarão do século 16.
Tem mais a caminho. Para a próxima temporada de inverno, o Park Gstaad Hotel, de 1910, vai reabrir remodelado e operado pela Four Seasons. Ainda estão previstas a reabertura do Waldhaus Flims Wellness Resort & Spa e a inauguração do Le Clay, na região vinícola de Lavaux.
Os cenários alpinos, como St. Moritz, Lucerna e Zermatt, são os preferidos pelos brasileiros – especialmente em janeiro, quando as paisagens se cobrem de neve, atesta Fabien Clerc, diretor da entidade Turismo da Suíça no Brasil.
“Em 2025, registramos um crescimento de 6,2% de chegadas de brasileiros e de 6,6% nos pernoites na Suíça. A permanência média manteve-se estável, em duas noites”, diz o executivo.
Bem mais perto do Brasil, o Chile já tem espaço garantido na agenda de viagens dos brasileiros —dos 6 milhões de turistas estrangeiros que o país recebeu em 2025, 681 mil eram daqui, de acordo com a Subsecretaria de Turismo chilena. Dessa turma, 29,6% eram de São Paulo, a cidade que mais enviou turistas ao Chile no ano passado.
O inverno é a estação mais procurada em função das estações de esqui e das vinícolas, mas a capital Santiago concentra 91,7% das visitas. Este ano, a cidade ganhou um novo teleférico, que conecta o Zoológico Nacional com o cume do Cerro San Cristóbal.
Se depender do ministério do turismo chileno, o número de brasileiros do lado de lá da cordilheira vai aumentar. Em abril, operadores turísticos do Brasil e do Chile se reuniram no Workshop São Paulo. O país também participou da feira WTM Latin America, na capital paulista, e realizou um evento, em maio, para apresentar o potencial da região de Magalhães, na Patagônia Chilena.
Segundo María Paz Lagos, vice-ministra de turismo do Chile, o mercado brasileiro é dos mais relevantes para o país. “Os turistas do Brasil se interessam pelas experiências de neve, gastronomia e enoturismo, mas vemos oportunidade de diversificar experiências, para que eles vivam a diversidade de experiências que o Chile oferece.”
Fonte.:Folha de S.Paulo


