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4 de junho de 2026

Mulher que fingiu ter 12 anos é investigada em 4 estados – 04/06/2026 – Cotidiano

Mulher que fingiu ter 12 anos é investigada em 4 estados – 04/06/2026 – Cotidiano

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A mulher de 37 anos presa nesta terça-feira (2) em Joinville (SC) sob suspeita de fingir ter 12 anos para conseguir a ajuda de uma família foi alvo de inquéritos e processos por falsidade ideológica nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e em outras duas cidades de Santa Catarina.

Em todos os casos, Amanda Maria Souza de Oliveira enganou outras pessoas afirmando ser uma criança, sempre utilizando diferentes nomes ao seu. Apresentou-se como Gabriele, Ana Clara, Maria Eduarda e Maria Clara.

O advogado Rafael Luiz Siewert, responsável pela defesa de Amanda, diz ter identificado elementos que justificaram o pedido de realização de exame de sanidade mental, acolhido pela Justiça.

Ele disse que aguarda a conclusão da perícia técnica para a adoção das medidas processuais cabíveis e afirmou que não faria comentários sobre o mérito do caso, em respeito ao andamento das investigações e aos direitos da investigada.

Em junho de 2023, Amanda foi presa em flagrante em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Na ocasião, a polícia foi acionada por duas mulheres para investigar denúncias de exploração sexual e cárcere privado relatados por uma menina que se apresentava como Maria Eduarda e dizia ser natural de Fortaleza.

As duas mulheres foram enganadas por cerca de um mês por Amanda, que alegou viver em situação de vulnerabilidade. Compadecidas, as vítimas alugaram uma casa, compraram roupas, alimentos e itens pessoais para a falsa criança. Elas relataram gastos de cerca de R$ 2.000.

Ao prestar depoimento na delegacia, Amanda repetiu que se chamava Maria Eduarda, que teria 12 anos e que fugira de Fortaleza por ser vítima de exploração sexual.

Ela afirmou à polícia que os pais a obrigavam a trabalhar a trabalhar em casas de prostituição desde os seis anos, relatou que seu pai fazia bruxaria com ela e outras crianças, causando lesões em seus corpos. Disse ainda ter fugido de casa com ajuda de caminhoneiros.

Ao investigar o caso, a polícia identificou que Maria Eduarda, na verdade se chamava Amanda, que na época tinha 35 anos e foi alvo de inquéritos com relatos semelhantes em Minas Gerais e São Paulo.

A polícia a prendeu na época por estelionato, falsidade ideológica e difamação, sendo posteriormente liberada. O Ministério Público propôs um acordo de não-persecução penal.

Amanda ainda respondeu por falsidade ideológica em processos nas comarcas de Jundiaí (SP), Goiânia (GO), Florianópolis (SC) e Chapecó (SC).

Nesta terça-feira, Amanda foi presa em flagrante após conseguir abrigo por 14 meses em uma casa localizada no distrito de Pirabeiraba, em Joinville. Ela passou a ser tratada como uma filha adotiva depois de alegar ter 12 anos e ter sofrido abusos no Pará, onde dizia ter morado.

Segundo a polícia, a mulher usava o nome falso de “Gabriele” e justificava a aparência física alegando ser autista. Também dizia que havia sido forçada a usar hormônios durante a infância.

Para o delegado Rodrigo Gusso, responsável pela investigação, o caso revela o “alto poder de convencimento e empatia” da mulher.

Amanda teve a prisão preventiva decretada após passar por audiência de custódia. Na mesma decisão, a Justiça acolheu o pedido da defesa para a realização de exames de sanidade mental.



Fonte.:Folha de S.Paulo

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