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11 de junho de 2026

Lançamento de foguete brasileiro pode ser adiado; veja nova data

Lançamento de foguete brasileiro pode ser adiado; veja nova data

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O cronograma das campanhas de lançamento do MLBR (Microlançador Brasileiro), foguete nacional desenvolvido para colocar satélites em órbita, está sendo reavaliado e poderá ter início apenas a partir de 2027.

Segundo os responsáveis pelo projeto, a mudança ocorre devido à complexidade das etapas técnicas e às campanhas de testes necessárias para garantir a segurança e a confiabilidade do veículo.

“No momento, as equipes técnicas das empresas do Programa seguem concentradas na integração dos sistemas e na agilização dos testes, visando assegurar a confiabilidade e a segurança de cada componente embarcado no lançador”, diz comunicado dos responsáveis pelo projeto.

Imagens do projeto do foguete brasileiro

De acordo com os desenvolvedores, os principais sistemas do foguete já estão definidos e grande parte dos equipamentos foi fabricada. Atualmente, os componentes passam por testes rigorosos para validar o funcionamento sob condições extremas de voo, como altas temperaturas, vibrações intensas e fortes acelerações.

O MLBR é considerado um dos principais projetos espaciais brasileiros voltados ao desenvolvimento de capacidade nacional de acesso ao espaço.

Vitória em fase crucial

Apesar do provável adiamento, o MLBR avançou em uma das etapas consideradas mais importantes do projeto. 

Segundo os responsáveis pelo programa, foram concluídos os preparativos para os primeiros carregamentos dos motores que irão equipar o veículo espacial. Entre os principais avanços estão a formulação do propelente inerte utilizado nos testes iniciais e a conclusão dos envelopes dos propulsores N-04 e N-09, que irão equipar o segundo e o terceiro estágios do foguete.

A utilização de propelente inerte é considerada estratégica porque permite validar procedimentos operacionais, requisitos de qualidade e protocolos de segurança antes do uso do propelente ativo nas próximas fases do projeto.

Os três motores do MLBR já tiveram suas estruturas qualificadas. O modelo N-90, que será utilizado no primeiro estágio do foguete, utiliza cerca de nove toneladas de propelente. Já o N-09 emprega aproximadamente uma tonelada, enquanto o N-04 utiliza cerca de 400 quilos.

 

Segundo os responsáveis pelo projeto, os carregamentos inertes representam mais um passo importante para o amadurecimento tecnológico do programa espacial brasileiro.

“O avanço dos preparativos reforça a evolução contínua do MLBR em direção ao objetivo de contribuir para a ampliação da capacidade brasileira de acesso independente ao espaço”, afirmou Ralph Correa, gerente do programa e engenheiro da Cenic Engenharia.

O MLBR pretende ser o primeiro veículo do País capaz de colocar pequenos satélites em órbita terrestre a partir do território nacional.

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Teste de motor

No final de maio, a startup espacial BIZU Space realizou com sucesso o teste do primeiro modelo de voo do motor-foguete líquido ARION, considerado um avanço importante para a propulsão espacial brasileira.

O ensaio fez parte da missão “Deitado em Berço Esplêndido” (DeBE), campanha voltada à validação horizontal da versão ablativa do motor.O motor foi desenvolvido e fabricado integralmente pela própria empresa e utiliza peróxido de hidrogênio como oxidante e querosene de aviação como combustível.

Veja vídeo:

O teste ocorreu no banco de ensaios T8, infraestrutura própria da empresa localizada no campus da Universidade do Vale do Paraíba, em São José dos Campos (SP).

A campanha teve como objetivo validar tecnologias consideradas críticas para o programa espacial brasileiro, incluindo sistemas de tanques, válvulas, controle e integração do conjunto propulsivo.

O projeto é patrocinado pela FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), vinculado ao MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), em parceria com a AEB (Agência Espacial Brasileira). Outras empresas fazem parte do concepção do foguete: Concert, Etsys, Delsis e Plasmahub.



Fonte: CNN Brasil

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