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11 de junho de 2026

Criadora da Lei Maria da Penha critica ‘perdão’ a Monique Medeiros, mãe de Henry Borel: ‘Desserviço ao feminismo’

Criadora da Lei Maria da Penha critica ‘perdão’ a Monique Medeiros, mãe de Henry Borel: ‘Desserviço ao feminismo’

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Monique Medeiros chora e é consolada por advogada no julgamento pela morte do filho

Crédito, Brunno Dantas/TJRJ

Legenda da foto, Monique Medeiros (dir.) recebeu perdão judicial, após ser condenada pelo homicídio doloso de seu filho Henry Borel, de 4 anos

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Uma das protagonistas na formulação da Lei Maria da Penha e ex-presidente do Comitê das Nações Unidas para a Eliminação da Discriminação contra as Mulheres (Cedaw-ONU), a professora Silvia Pimentel afirma que o perdão judicial concedido a Monique Medeiros, a mãe de Henry Borel, é descabido do ponto de vista jurídico e um desserviço ao feminismo.

“O perdão judicial foi descabido, foi não jurídico e significou uma bondade da juíza”, diz Pimentel, em entrevista à BBC News Brasil.

“Essa decisão é contra os interesses de um feminismo esclarecido, porque nós não queremos bondade de gênero, queremos equidade de gênero. Nós [mulheres] não queremos ser tuteladas.”

Na semana passada, a juíza Elizabeth Machado Louro condenou o padrasto de Henry, o então vereador pelo Rio de Janeiro Jairo Souza Santos Jr. (Solidariedade), conhecido como Dr. Jairinho, a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelo assassinato do menino em 2021.

Henry morreu aos 4 anos de idade, após dar entrada no hospital com múltiplas lesões e parada cardiorrespiratória. À época, o laudo da necropsia do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a criança sofreu 23 lesões por ação violenta, que levaram a uma laceração hepática e hemorragia interna.



Fonte.:BBC NEWS BRASIL

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