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18 de junho de 2026

Copa de 2026: por que 1 em cada 4 partidas pode ultrapassar o limite seguro de calor

Copa de 2026: por que 1 em cada 4 partidas pode ultrapassar o limite seguro de calor

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12 de junho de 2026. Torcedores enxugam o suor do rosto por causa do calor na Fifa Fan Zone, em Washington, DC, antes da partida de abertura da Copa do Mundo entre México e África do Sul.

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, 12 de junho de 2026. Torcedores enxugam o suor do rosto por causa do calor na Fifa Fan Zone, em Washington, DC, antes da partida de abertura da Copa do Mundo entre México e África do Sul

    • Author, Giulia Granchi
    • Role, BBC News Brasil em Londres
  • Published

  • Tempo de leitura: 12 min

Mas o clima da estreia é a exceção, não a regra, do que espera o torneio pelas próximas cinco semanas. Espalhada por 16 cidades de três países — do calor úmido de Miami e Monterrey ao verão fresco de Vancouver —, esta será, segundo cientistas, a Copa com maior risco de calor extremo da história.

A explicação está na soma de três fatores. Primeiro, o calendário: ao contrário do Catar em 2022, que fugiu para novembro e dezembro para evitar o pico extremo de calor, o torneio manteve a janela tradicional de junho e julho — o auge do verão no Hemisfério Norte.

Segundo, a geografia: boa parte dos jogos está marcada para cidades de clima quente e úmido, como Dallas, Houston, Miami, Atlanta, Kansas City e Monterrey, onde a umidade dificulta que o corpo se resfrie pelo suor.

Terceiro, o aquecimento global: desde 1994, quando os Estados Unidos sediaram o Mundial pela última vez, a temperatura média do planeta subiu cerca de 0,7°C, segundo a análise de atribuição da World Weather Attribution (WWA), que cruzou observações e modelos climáticos para medir o quanto a mudança climática causada pelo homem elevou o estresse térmico nas 16 sedes entre 1994 e 2026.



Fonte.:BBC NEWS BRASIL

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