O tempo sufocante que vem castigando grande parte do Centro-Oeste dos Estados Unidos está se intensificando no Nordeste, deixando uma enorme faixa do país sob níveis perigosos de calor e umidade nesta quinta-feira (2).
Planeta em Transe
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Diversos estados e cidades estão tomando precauções para limitar os riscos das condições opressivas que devem durar até o final de semana, quando acontece o feriado de 4 de julho, quando é celebrada a independência dos EUA.
Cerca de 238 milhões de pessoas, da Dakota do Norte até Miami, vivem em áreas que provavelmente enfrentarão algum nível de calor perigoso, segundo o Serviço Nacional de Meteorologia.
A sensação térmica —que leva em consideração a temperatura e a umidade— pode ultrapassar 43°C. Neste cenário, cãibras ou exaustão por calor são prováveis, e insolação é possível com exposição prolongada ao sol ou atividade física.
A mais recente previsão de “risco de calor” coloca várias grandes cidades na categoria de risco mais extremo até sábado (4), incluindo Boston, Nova York, Washington, Filadélfia, Pittsburgh e Atlanta. Ao meio-dia desta quinta, as temperaturas nessas cidades chegavam a cerca de 38°C. Em grande parte do Nordeste americano, a temperatura não deve cair muito abaixo de 27°C nas noites de quinta e sexta-feira (3).
Muitas pessoas estarão enfrentando o terceiro ou quarto dia consecutivo de alertas severos para evitar ficar ao ar livre nas horas mais quentes do dia. Partes da região dos Grandes Lagos, como Ohio e Illinois, têm lidado com sensação térmica acima de 38°C nesta semana toda.
O calor extremo chegou a provocar a interrupção do transporte ferroviário em partes do país. Autoridades locais pediram às pessoas que fiquem em ambientes fechados, com ar-condicionado, e que verifiquem como estão seus vizinhos.
O domo de calor nos EUA
Por que está quente: O fenômeno meteorológico que causa o calor extremo nos Estados Unidos é um extenso sistema de alta pressão, também conhecido como domo de calor. Como uma tampa em uma panela fervendo, os domos de calor aprisionam o ar abaixo deles, empurrando o ar quente em direção ao solo que, ao descer, se comprime e fica muito mais quente.
Aquecimento global: Embora vincular uma única onda de calor às mudanças climáticas exija análises extensivas, cientistas afirmam que as ondas de calor têm se tornado mais longas, mais quentes e mais frequentes. Os últimos 11 anos foram os mais quentes já registrados.
Refrescando-se: Cidades em muitas partes do país abriram bibliotecas, centros para idosos e outros espaços com ar-condicionado para aqueles que buscam refúgio de casas abafadas. Especialistas pediram aos americanos que se mantenham hidratados, planejem seus dias em função do calor e conheçam os sinais de alerta de doenças relacionadas ao calor.
Quando vai acabar: Para muitos, a onda de calor começará a diminuir no domingo (5), à medida que o domo de calor começa a enfraquecer. Muitos dos alertas de calor mais extremos terão passado, mas as altas temperaturas provavelmente permanecerão em partes da região metropolitana de Washington e dos estados da Virgínia e Carolinas do Norte e do Sul.
Fonte.:Folha de S.Paulo


