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3 de julho de 2026

Cervejas (boas) para curtir a Copa e colecionar – parte 2 – 02/07/2026 – Copo Cheio

Cervejas (boas) para curtir a Copa e colecionar – parte 2 – 02/07/2026 – Copo Cheio

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Copa do Mundo é época de torcer, de ser feliz, de enforcar pelo menos um dia de trabalho, de ficar traumatizado e de colecionar alguma coisa.

E essa alguma coisa normalmente se limita ao famigerado álbum de figurinhas que enriquece a cada quatro anos o Seu Panini —com mais de 50 cromos de jogadores que nem foram convocados.

Mas voltando ao tema desta humilde coluna, Copa também é uma ótima ocasião para a degustação e coleção de cervejas, veja só.

Reza a lenda que cerca de 3 milhões de copos de cerveja foram vendidos nos estádios até a metade do torneio na América do Norte —provavelmente aquelas marcas básicas da Ambev, patrocinadora eterna da competição, como Bud ou Michelob.

É verdade que povo adora ficar com os copos (tenho copos de evento em casa, não julgo). Mas que tal associar a coleção a cervejas realmente boas e especiais. Sim, é possível.

Já tinha falado nesta coluna da coleção da Ruera, de Campinas, com oito rótulos.

Meu querido amigo Paulo Almeida, do EAP (Empório Alto dos Pinheiros), me chamou a atenção para outros lançamentos de cervejarias nacionais que homenageiam o período copeiro, e com latas muito bem ilustradas. A maioria também adotou variações do estilo IPA que, coincidência ou não, é um dos mais queridos nos EUA —principal sede do torneio.

A Locals Only Brewing, com um bar em Boiçucanga (litoral de São Paulo), lançou cinco rótulos que remetem ao penta da seleção. As latinhas, mesmo temáticas, seguem o estilo da marca, com a caveira típica dando as caras.

São cinco hazy IPAs, e a brincadeira é aumentar a potência e o número de lúpulos de acordo com o título. A Suécia 1958 é a hazy tradicional, já a México 1970 é uma triple hazy IPA, captou? A cada conquista também aumenta o teor alcoólico. A do penta vai a 15% (beba com muita moderação).

De quebra, o rótulo traz os resultados de todos os duelos do Brasil no respectivo ano. Este escriba só demorou para entender que a sigla AUS é Áustria (normalmente se usa o AUT) e UNS é União Soviética, no lugar do convencional URSS. Nada que atrapalhe a experiência do gole.

A mineira Tarin trouxe de volta os lançamentos da Copa passada, que igualmente homenageiam os anos do penta. O design, mais elegante, inclui data, local e resultado do jogo do título, com uma ilustração que parece um pictograma do gol decisivo.

Destaque para a 94, do tetra, uma IPA com café e 6,1% de teor alcoólico —com a ilustração do pênalti chutado para fora por Baggio.

Já a Tesla Cervejaria —sem relação com Elon Musk— lançou dois rótulos em latas de 473 ml. A La Mano de Dios é uma double IPA com 8,0% de álcool, que inclui lúpulos cultivados na Patagônia. Aliás, o famoso gol de Maradona, feito na Copa de 1986, contra a Inglaterra, acaba de completar 40 anos.

Tem também a Os Pés de Deus, uma New England IPA com 6,6% de teor alcoólico que usa o tradicional lúpulo Comet, mas cultivado em São Paulo, pela Casca Grossa. A homenagem aqui é para Pelé, o Rei do Futebol, que participou dos primeiros três títulos do Brasil em campo.

Os dois rótulos, muito bem feitos, têm exatamente a mesma estética e mudam apenas as cores, inspiradas nas respectivas seleções —azul e branco para La Mano e verde e amarelo para Os Pés.

Prefere álbum? Tem também. A coleção da Salvador Brewing, de Caxias do Sul (RS), tem álbum e figurinha. Neste caso, os lançamentos são dedicados aos diferentes países campeões, como a Wembley 66, uma IPA com lúpulos ingleses para celebrar a longínqua conquista da Inglaterra; ou a Tiki-Taka 10, uma double Neipa que destaca o título espanhol de 2010, com o famoso e quase irritante toque de bola tiki-taka. A ver quem vai ganhar agora para ser homenageado em 2030.


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Fonte.:Folha de São Paulo

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