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3 de julho de 2026

5 perguntas sobre o Mocotó Vila Clementino para o chef Rodrigo Oliveira

5 perguntas sobre o Mocotó Vila Clementino para o chef Rodrigo Oliveira

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Finalmente está chegando. O Mocotó número 3 tem data para ser inaugurado: 23 de julho, uma quinta.

A nova unidade, na Vila Clementino, (Rua Pedro de Toledo, 450), vem se somar à matriz da Vila Medeiros e à filial da Vila Leopoldina, além da versão café, no Mercado Municipal de Pinheiros, e do Balaio IMS, no térreo do Instituto Moreira Salles, na Avenida Paulista.

Para entender como se deu essa expansão, conversei com o chef Rodrigo Oliveira, que assumiu a direção do negócio montado pelo pai José de Almeida (1938-2025) como uma Casa do Norte, em 1973.

Junto dos sócios Ricardo Lima (gerente operacional) e Silvia Guzela (gerente de RH e financeira), Rodrigo calcula ter feito um investimento de “3 milhões de reais entre obra e equipamentos” na casa a ser aberta, que mais uma vez tem projeto da Lab Arquitetos.

O trio não pensa em parar neste endereço e mira regiões como o centro da cidade e mais uma vez a emblemática Avenida Paulista. Confira a entrevista.

Homem de pele morena, cabelo encaracolado escuro e barba grisalha, sorri levemente para a câmera. Ele veste um dólmã branco de chef e um avental marrom, com um fundo desfocado de tons claros e verdes
Rodrigo Oliveira: planos para continuar expandindo (Bernardo Guerreiro/Divulgação)

 

Quando você assumiu a direção do Mocotó em 2004, acreditava que seria o único endereço?

Naquele momento não pensava em expandir, mas sim em evoluir. O Mocotó já tinha quarenta anos quando inauguramos o (extinto) Esquina Mocotó e as outras casas — Balaio IMS, café do Mercado de Pinheiros e a da Vila Leopoldina — foram todos projetos que nasceram de convites, num ritmo bastante cadenciado.

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O segundo Mocotó você me contou que foi um convite do pessoal da produtora O2 Filmes que queria comer boa culinária nordestina. Como foi essa proposta?

Sim, nos ofereceram um espaço onde já funcionava um restaurante, mas que infelizmente havia fechado na pandemia. Na verdade, a gente havia ido conhecer o lugar já com a resposta ensaiada para declinar o convite, pois não tínhamos planos de outra casa naquele momento.

Mas, quando entramos na O2 e vimos o nível de excelência que havia ali, percebemos que eles seriam os vizinhos perfeitos.

Daí, quando entramos no espaço do restaurante, já comecei a imaginar o Mocotó ali imediatamente. Selamos a parceria na mesma hora, sem sequer discutir as questões comerciais, e o restaurante é um sucesso desde o primeiro dia.

 

Além da nova casa na Vila Clementino, poderão vir outras?

É possível. Desde que percebemos que a cada projeto bem-sucedido em outras regiões da cidade conseguimos criar novas oportunidades aqui na Vila Medeiros, passamos a pensar num plano de expansão.

Acredito que o centro seria um próximo passo natural pra gente, quem sabe até na Paulista, onde faríamos uma dobradinha com o Balaio IMS.

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A cozinha continua centralizada na Vila Medeiros?

A cozinha central continua na Vila Medeiros e daqui vão sair todas as bases, que demandam equipamentos de larga escala e processos longos.

Nas casas, preparamos tudo o que é fresco e feito à la minute, é um balanço perfeito entre eficiência de operação e alta qualidade de produtos.

 

 

Publicado em VEJA São Paulo de 3 de julho de 2026, edição nº 3002.

 

 

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Fonte.: Veja SP Abril

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