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7 de julho de 2026

Copa Feminina no Brasil pode deixar alunos com menos tempo de aula

Copa Feminina no Brasil pode deixar alunos com menos tempo de aula

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A obrigatoriedade de concentrar as férias escolares durante a Copa do Mundo Feminina de 2027 pode comprometer o cumprimento dos 200 dias letivos exigidos pela legislação educacional. Representantes das escolas particulares e especialistas alertam que a ampliação do recesso pode reduzir o tempo disponível para aulas, dificultar o planejamento pedagógico e impactar o aprendizado dos estudantes.

O dispositivo que obriga escolas públicas e particulares a ajustar o calendário letivo de 2027 para que as férias escolares do primeiro semestre abranjam todo o período da competição integra a Lei nº 15.421, sancionada no último mês de junho. A norma estabelece uma série de medidas relacionadas à realização da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027, que será sediada pelo Brasil.

Na prática, as escolas terão de reorganizar o ano letivo para que o recesso coincida com a competição, prevista para ocorrer entre 24 de junho e 25 de julho. A iniciativa seria uma forma de evitar conflitos entre o calendário educacional e a logística da Copa, facilitando a mobilidade urbana, a operação dos serviços públicos e a participação da população no evento esportivo. As partidas, porém, serão realizadas apenas em oito capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Fortaleza, Recife e Porto Alegre.

A lei também prevê a possibilidade de decretação de feriado nacional nos dias de jogos da Seleção Brasileira, além de autorizar estados, Distrito Federal e municípios que receberão partidas a instituírem feriados ou pontos facultativos.