6:55 PM
7 de julho de 2026

Pesquisadores esclarecem que estudo não prova relação entre “negacionismo” e mortes por Covid

Pesquisadores esclarecem que estudo não prova relação entre “negacionismo” e mortes por Covid

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Pesquisadores responsáveis por um estudo publicado na revista científica The Lancet Regional Health – Americas, amplamente divulgado como associando o “negacionismo científico” à perda de 3,4 anos na expectativa de vida dos brasileiros durante a pandemia de Covid-19, esclareceram que o trabalho não prova uma relação causal entre decisões políticas do governo de Jair Bolsonaro e o aumento da mortalidade.

O esclarecimento dos autores foi publicado pela própria revista após ser contestada em um artigo assinado pelo ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga e pelos conselheiros do Conselho Federal de Medicina (CFM) Raphael Câmara e Francisco Cardoso.

No artigo de contestação da pesquisa, os apoiadores de Bolsonaro afirmaram que o estudo Burden of disease and life expectancy decomposition in Brazil and its federated units, 1990–2023, publicado em maio de 2026, apenas apresenta hipóteses baseadas em dados observacionais, sem chegar a comprovações científicas definitivas.

Embora reconheçam que o estudo tem seu valor no que diz respeito à análise da evolução da carga de doença e da expectativa de vida no Brasil, os médicos explicam que o material extrapola a metodologia do estudo ao apresentar interpretações que poderiam ser entendidas como relações de causa e efeito.