11:56 PM
8 de julho de 2026

Justiça mantém multa de R$ 24,85 milhões contra a prefeitura de SP por negar abortos

Justiça mantém multa de R$ 24,85 milhões contra a prefeitura de SP por negar abortos

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A 5ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) manteve uma multa de R$ 24,85 milhões contra a prefeitura de São Paulo por conta da interrupção da realização de abortos no Hospital Vila Nova Cachoeirinha, zona norte da capital. O acórdão foi divulgado na última quarta-feira (1º).

Por meio de uma ação popular movida pela deputada federal Luciene Cavalcante (PSOL-SP), pelo deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL-SP) e pelo vereador paulistano Celso Giannazi (PSOL), o município foi obrigado pela Justiça a promover os abortos necessários à preservação da vida da gestante e de gestações oriundas de estupro, previstos como exceção no Código Penal. Mesmo assim, teria descumprido a determinação de janeiro de 2024 a junho de 2025. Foi em cima desse prazo que a multa foi calculada.

O hospital em questão é considerado referência na interrupção de gestações. Ao assumir, porém, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) alegou que priorizaria outros procedimentos focados na saúde reprodutiva, como cirurgias para o tratamento da endometriose.