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10 de julho de 2026

Restaurante Jiquitaia serve almoço e jantar memoráveis – 09/07/2026 – Restaurantes

Restaurante Jiquitaia serve almoço e jantar memoráveis – 09/07/2026 – Restaurantes

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Crítica | SP
Jiquitaia

R. Coronel Oscar Porto, 808, Paraíso, região sul. @jiquitaia
Quatro estrelas (Muito bom)

Do caldinho de feijão de boas-vindas ao café coado na mesa, é um prazer fazer uma refeição no Jiquitaia. A comida é gostosa, os pratos são bem servidos, e o ambiente é elegante sem intimidar. A cozinha, com ingredientes e receitas brasileiras, não se detém a estereótipos batidos. Os preços não são baratos, mas justos. Até porque há pratos que, substanciosos, dispensam a necessidade de pedir entrada e sobremesa.

Prato branco com risoto cremoso contendo pedaços de legumes e ervas, acompanhado de uma fatia de carne malpassada e um pedaço de legume grelhado, servido sobre mesa de madeira.

Arroz de pato com magret do Jiquitaia


Priscila Pastre/Folhapress

É o caso do carro-chefe da casa, o arroz de pato no tucupi e magret (R$ 123). A carne chega com uma crosta lateral emoldurando a fina camada de gordura que derrete na boca, e com o interior mal passado, bem vermelho, como deve ser. O arroz vem num caldo denso, com muito pato desfiado e folhas de jambu que agregam aquele azedinho característico e harmonizam tão perfeitamente com o tucupi.

É difícil resistir às entradas. Caso dos quiabos grelhados com missô (R$ 36) e do cordeiro na brasa com molho de tamarindo e salada de ervas (R$ 75). Mas pergunte ao garçom sobre o tamanho do prato que deseja. Se for farto como o arroz de pato, a dica é voltar um dia só para petiscar.

Para uma experiência completa, de entrada, principal e sobremesa com ótimo custo-benefício, opte pelo menu-executivo (R$ 99), servido de terça a sexta. Provei em duas ocasiões diferentes. Em ambas, saí com a mesma impressão: a de que é um dos mais caprichados da cidade.

Na primeira visita para provar o executivo, numa terça-feira, comecei com a salada de alface e acelga (tudo fresquinho), com farofa de milho e castanha ralada. Segui com o picadinho. Minha rabugice com o uso do filé-mignon na receita foi amenizada ao sentir a carne macia envolta num molho denso. Para encerrar, uma pequena porção de goiabada com queijo taleggio Serra das Antas.

A outra experiência com o executivo foi também numa terça, mas com um menu especial que era um pouco mais caro (R$ 119). Desta vez, optei pela entrada de batata-doce na brasa com queijo azul. A apresentação é bonita. Já o sabor não conquista de primeira. Estranha no começo, a combinação ganha novos contornos no detalhe: é a compota de pimenta-biquinho que faz a diferença, ao emprestar textura e acidez. Além dela, compõem o prato agrião e castanha-de-caju.

Na sequência, cordeiro braseado. Quando chegou, tive a sensação de que seria seco. Mas não. Graciosamente untuosa, a carne desmanchava na boca. O arroz de grão curto preparado com pinhão e castanha-do-pará revelou-se o acompanhamento perfeito.

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A sobremesa foi o sorbet de manga com calda de abacaxi e espuma de coco. Agradável e refrescante, mas com três texturas cremosas que resultam num conjunto um tanto monótono.

O investimento do lugar em combos de almoço de alto nível funcionam como um cartão de visitas para o cliente voltar e conhecer o menu fixo. Foi o que aconteceu comigo. Quando a casa está cheia, o atendimento pode ter questões pontuais, mas é sempre gentil e sorridente. Os garçons têm orgulho de apresentar os pratos e falar sobre o funcionamento da casa.

No subsolo tem um bar, que abre em algumas terças-feiras a partir das 19h (as datas de abertura são divulgadas no Instagram da casa). Nessas ocasiões, chamadas de terças livres, o chef Marcelo Corrêa Bastos prepara pratos com o que encontra de mais fresco no dia ou receitas que ficaram famosas no primeiro endereço do Jiquitaia. O restaurante deixou saudades no bairro da Consolação, região central,
onde funcionou de 2012 a 2020.





Fonte.:Folha de São Paulo

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