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11 de julho de 2026

São Sebastião: como soldado romano torturado até a morte virou ícone gay

São Sebastião: como soldado romano torturado até a morte virou ícone gay

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Detalhe de São Sebastião, de Guido Reni

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, São Sebastião é venerado como santo tanto pela Igreja Católica quanto pela Igreja Ortodoxa

    • Author, Nick Levine
    • Role, BBC Culture
  • Published

  • Tempo de leitura: 8 min

Carregada de significados e emoções, a expressão “ícone gay” costuma ser atribuída a celebridades femininas resilientes, como Judy Garland, Cher e Madonna.

Quando Dusty Springfield (cantora britânica de hits como Son of a Preacher Man e I Only Want to Be With You) morreu, em 1999, o cantor Neil Tennant, da banda Pet Shop Boys, foi perguntado por que sua amiga e parceira musical havia se tornado “um ícone gay”.

A resposta de Tennant, como relembrou em uma entrevista à revista Mojo em 2024, foi bastante desdenhosa: “Chamá-la de ícone gay é simplesmente marginalizá-la. É como dizer: ‘Ela só interessa às pessoas gays’.”

Tennant levantou um bom ponto no caso de Springfield, mas ser considerado um “ícone gay” também pode ter um sentido de celebração e de contestação das normas.

É o caso de São Sebastião, soldado romano morto em 288 d.C. por causa de sua fé cristã, durante a perseguição aos cristãos promovida pelo imperador Diocleciano.



Fonte.:BBC NEWS BRASIL

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