O médico da seleção do Senegal era ginecologista e não tinha a formação necessária para tratar o elenco durante a Copa do Mundo na América do Norte, afirmou Abdoulaye Fall, presidente da federação de futebol do país, nesta segunda-feira (13).
Segundo o dirigente da entidade, em coletiva de imprensa, a formação do médico foi descoberta tardiamente e gerou preocupação entre os jogadores sobre o nível de suporte médico disponível.
“Com base no retorno que recebi, os jogadores estavam inseguros em relação ao acompanhamento dele”, afirmou Fall. A federação buscou expertise médica adicional para tranquilizar o elenco, acrescentou.
“Tivemos que encontrar uma expertise convincente para que eles pudessem se sentir seguros, porque a saúde vem antes de tudo”, disse Fall.
A Associação Senegalesa de Medicina Esportiva rejeitou as alegações como “infundadas e difamatórias” em comunicado divulgado também nesta segunda.
A entidade afirmou que o médico da equipe, Abderahmane Fediore, possui diploma de especialista em medicina esportiva e biologia do esporte pela faculdade de medicina da Universidade Cheikh Anta Diop.
Ele anteriormente chefiou o departamento de fisioterapia do Hospital Fann e trabalha como médico da seleção do Senegal desde 2017, incluindo três Copas do Mundo e cinco Copas Africanas de Nações.
O Senegal demitiu o técnico Pape Bouna Thiaw no sábado (11), afirmando que os resultados na Copa do Mundo exigiam uma mudança.
O Senegal esperava ser candidato ao título na Copa do Mundo, após vencer o Marrocos na final da Copa Africana de Nações em janeiro, mas teve um torneio decepcionante.
A seleção perdeu os dois primeiros jogos da fase de grupos para França e Noruega e deixou escapar uma vantagem de 2 a 0 faltando cinco minutos contra a Bélgica na fase de 32 seleções. Senegal foi eliminado, de virada, por 3 a 2 pelos europeus na prorrogação.
Fonte.:Folha de S.Paulo

