Candidata a vereadora em São Paulo, Zilu Camargo está sendo cobrada a pagar R$ 734 mil ao Tesouro Nacional em decorrência de gastos eleitorais irregulares na sua campanha em 2024.
Ao concorrer pelo União Brasil, ela obteve 4.579 votos nas eleições municipais e acabou como suplente.
O relatório feito pela Justiça Eleitoral aponta que Zilu apresentou fora do prazo o relatório financeiro referente a uma doação de campanha de R$ 550 mil.
A candidata também não teria apresentado o contrato feito na contratação de uma empresa de marketing político por R$ 316 mil, e a Justiça também considerou irregular uma despesa de R$ 100 mil paga a uma prestadora de serviços por ausência de documento comprobatório.
Todas essas despesas foram custeadas com recursos do fundo especial de financiamento de campanha. Ainda cabe recurso.
O Painel tentou contato por telefone e e-mai para a defesa de Zilu nesta segunda-feira (13), mas não teve resposta.
Nos autos, o advogado de Zilu afirma que, em relação à doação não declarada — mencionada na petição como R$ 500 mil —, houve um “erro formal cuja consequência jamais poderia beirar a desaprovação, posto que não se abalou a confiabilidade das contas apresentadas”.
A defesa argumenta ainda que a ausência de assinatura no contrato com a empresa de marketing constitui falha meramente formal e afirma ter apresentado documentos complementares antes da sentença.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) se manifestou favorável à rejeição das contas, sustentando que a “candidata, embora intimada, não sanou irregularidades estruturais relacionadas ao atraso na entrega de relatórios financeiros, omissão de receitas, gastos irregulares com recursos públicos e ausência de documentação indispensável para comprovação das despesas”.
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Fonte.:Folha de S.Paulo


