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21 de julho de 2026

O que muda para os pets durante as férias escolares

O que muda para os pets durante as férias escolares

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É inegável que as férias escolares transformam a rotina de pais e filhos, mas um detalhe que muita gente não se atenta é que elas também mudam o dia a dia dos animais de estimação. Com crianças em casa por mais tempo, maior circulação de pessoas e alteração nos horários rotineiros, cães e gatos podem sentir os efeitos dessas mudanças, tanto no comportamento quanto na saúde.

Isso acontece porque os pets são animais que se adaptam melhor a ambientes previsíveis. Mudanças na rotina podem provocar estresse, ansiedade, mudanças de comportamento e até desencadear algumas doenças.

Nos cães, por exemplo, é comum observar agitação excessiva, dificuldade para relaxar, latidos mais frequentes ou maior necessidade de atenção. Já os gatos, que costumam ser mais sensíveis, podem se esconder por mais tempo, reduzir a interação com a família ou demonstrar sinais de irritação.

“Vale lembrar que o estresse não é apenas uma questão comportamental. Quando ele se prolonga, pode favorecer alterações gastrointestinais, queda da imunidade e, principalmente nos gatos, desencadear problemas urinários, como episódios de cistite”, explica Brisa Sevidanes, professora do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário Arnaldo, de Belo Horizonte.

Com as crianças em casa, é normal que também aumente o tempo de interação e brincadeira com os pets, mas isso também exige cuidados. Embora esse contato seja importante para fortalecer os vínculos, ele deve acontecer com supervisão de um adulto, respeitando os momentos de descanso do animal. Forçar a interação ou interromper o sono do pet pode gerar desconforto e aumentar o risco de reações defensivas.

“É importante supervisionar as brincadeiras, observando se o limite do pet não está sendo ultrapassado. É essencial ensinar as crianças a respeitarem os limites do animal, sendo essa uma das melhores formas de prevenir mordidas, arranhões e situações de estresse para ambos. Também vale redobrar os cuidados com brinquedos pequenos, medicamentos, produtos de limpeza, alimentos tóxicos, portas e janelas abertas. Durante as férias, a circulação de pessoas aumenta e, junto com ela, aumentam também as chances de acidentes e fugas”, diz Sevidanes.

O excesso de barulho, correrias e brincadeiras intensas pode gerar uma hiperestimulação, sobrecarregando os animais, principalmente os mais idosos ou de temperamento mais quieto.

Além disso, cães e gatos precisam de muitas horas de sono por dia e, sem um ambiente calmo para o descanso, tendem a ficar irritáveis, reativos ou excessivamente exaustos.

A maior movimentação em casa também acende um alerta para a saúde física dos animais de estimação. Um dos principais perigos é a alimentação inadequada, pois o fluxo constante de lanches e petiscos aumenta o risco de o animal ingerir alimentos altamente tóxicos para eles, como chocolate e ultraprocessados.

“Alguns comportamentos merecem mais atenção. Por exemplo, o animal se esconder com frequência, destruir objetos ou móveis, ter lambeduras compulsivas nas patas ou no rabo, perda do apetite ou apatia, tremores ou uma respiração ofegante são sinais de atenção. Quando eles persistem, pelo menos de 24 a 48 horas, o ideal é procurar um médico veterinário para analisar o que está acontecendo”, explica Francis Flosi, veterinário e diretor da Faculdade de Medicina Veterinária Qualittas.



Fonte: CNN Brasil

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