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21 de julho de 2026

Pinturas rupestres de mais de 12 mil anos e uma cachoeira de 60 metros fazem desta cidade paranaense um tesouro escondido

Pinturas rupestres de mais de 12 mil anos e uma cachoeira de 60 metros fazem desta cidade paranaense um tesouro escondido

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A 180 km de Curitiba, na região dos Campos Gerais, a cidade de Piraí do Sul destaca-se por abrigar registros de arte rupestre com mais de 12.500 anos, comprovando uma das ocupações humanas mais antigas das Américas. Integrante do Território Turístico dos Campos Gerais, o município oferece belezas naturais impressionantes, como o Canyon da Chapadinha e a Cachoeira da Paulina, com seus 60 metros de queda d’água. Na esfera religiosa e ambiental, a cidade abriga o Santuário de Nossa Senhora das Brotas — cercado por 28 hectares de natureza e bosques de araucárias — e a Floresta Nacional (FLONA) de Piraí do Sul, unidade de conservação federal gerida pelo ICMBio.

Da fazenda do Padre Lucas ao Caminho de Sorocaba

A história de Piraí do Sul está diretamente ligada à ocupação portuguesa do interior paranaense. Segundo divulgação do portal oficial do Campos Gerais do Paraná, o povoamento da localidade começou no início do século XVII, em uma gleba de propriedade do Padre Lucas Rodrigues França, filho do Capitão-Governador João Rodrigues França. A fazenda ficava no vale do Rio Piraí, que deu nome à cidade. O primitivo nome da localidade foi Bairro da Lança, tirado de uma das primeiras famílias que se estabeleceram no lugar. Em meados do século XIX, os moradores construíram a Capela do Senhor Menino Deus, e em torno do novo templo se ergueram as vivendas que formaram a povoação de Lança. Entre os primitivos habitantes, destacaram-se João da Lança e Joaquim Guerreiro.

A localização estratégica no Caminho de Sorocaba, rota tropeira que ligava São Paulo a Viamão, no Rio Grande do Sul, foi fundamental para o crescimento urbano. Segundo divulgação de portais oficiais regionais, o caminho era conhecido desde o século XVI e passava pelos Campos Gerais paranaenses, planalto de Santa CatarinaVacaria e outras localidades gaúchas. A iniciativa dos tropeiros de gado do sul do país, cujo comércio com as famosas feiras de Sorocaba vinha de data remotíssima, gerou pousos que se transformaram nas cidades mais importantes do ParanáJaguariaívaCastroPonta GrossaPalmeiraCampo Largo, Piraí do Sul, Lapa e Rio Negro. A tradição tropeira se transformou em identidade cultural, presente na música, na gastronomia e no artesanato local, e foi apropriada oficialmente pela Secretaria do Turismo do Paraná como principal narrativa do território.

Piraí do Sul, Paraná // Créditos: Wikipédia

A arte rupestre de mais de 12.500 anos e o Alto da Serra

A curiosidade arqueológica mais impressionante de Piraí do Sul está nos afloramentos rochosos do Alto da Serra. Segundo divulgação do portal oficial do Viaje Paraná, os sítios rupestres do município abrigam pinturas datadas de mais de 12.500 anos. A pesquisadora e historiadora Cinara de Souza Gomes, referência nos estudos regionais, afirma que o povoamento das Américas tem entre 12.500 e 13.000 anos, com base nas evidências preservadas nas rochas paranaenses. As pinturas figurativas retratam animais, cenas de caça, formas humanas e símbolos geométricos, revelando uma das ocupações mais antigas do continente americano. A visita aos sítios é feita com guias locais especializados, que combinam a experiência arqueológica com o turismo de aventura no Alto da Serra: boia cross, escalada esportiva, caminhadas em trilhas de diferentes níveis de dificuldade e observação da fauna e flora nativa dos Campos Gerais.

A grande atração religiosa complementa o roteiro cultural. O Santuário de Nossa Senhora das Brotas transformou Piraí do Sul em polo turístico religioso oficial do Paraná. Segundo divulgação de portais especializados, o templo fica em um belíssimo bosque cercado de araucárias, árvores nativas, córregos e riachos distribuídos em 28 hectares, criando um cenário de contemplação raro no Sul do Brasil. A Festa de Nossa Senhora das Brotas, realizada anualmente em dezembro no dia da padroeira, é considerada uma das mais tradicionais festas religiosas do Estado do Paraná, atraindo peregrinos e romeiros dos Campos Gerais e da Grande Curitiba. A programação combina missas, procissões, apresentações culturais e o encontro entre fé e natureza que dá identidade ao município.

Piraí do Sul, Paraná // Créditos: Wikipédia

O que fazer entre o Canyon da Chapadinha e a Cachoeira Paulina

Piraí do Sul combina turismo religioso, ecoturismo, aventura e arqueologia em roteiros compactos. Reserve pelo menos dois dias para o essencial e um extra para incluir as cachoeiras mais afastadas e o Alto da Serra.

  • Cachoeira da Paulina: queda d’água de 60 metros formando um dos circuitos mais bonitos do Paraná, em meio à natureza intocada dos Campos Gerais.
  • Canyon da Chapadinha: formação rochosa que compõe o circuito com a Cachoeira Paulina, revelando paisagens únicas das Escarpas Devonianas.
  • Santuário Nossa Senhora das Brotas: templo em bosque de 28 hectares cercado por araucárias e mata nativa, um dos principais polos religiosos do estado.
  • Sítios de arte rupestre: pinturas datadas de mais de 12.500 anos, entre as evidências mais antigas da ocupação humana nas Américas.
  • Alto da Serra: destino para boia cross, escalada, caminhadas e observação da fauna característica dos Campos Gerais.
  • Serra do Purunã: cenário perfeito para trekking e observação da fauna e flora nativa, com trilhas em vários níveis de dificuldade.
  • Floresta Nacional (FLONA) de Piraí do Sul: unidade de conservação com 150,61 hectares gerida pelo ICMBio, com trilhas guiadas.

Este vídeo do canal Cynthia Duarte, com 139 visualizações, apresenta um roteiro focado em turismo e esportes na cidade de Piraí do Sul (PR), situada a cerca de 189 km de Curitiba.

A FLONA do ICMBio e o Salto da Cotia

A rede de áreas protegidas de Piraí do Sul complementa o cenário natural do município. Segundo divulgação do portal oficial dos Campos Gerais do Paraná, a Floresta Nacional de Piraí do Sul, chamada de FLONA, é uma unidade de conservação de uso múltiplo sustentável gerida pelo ICMBio, com 150,61 hectares. A área é aberta à visitação de segunda a sexta-feira, em horário comercial, para visitantes individuais e grupos, e aos fins de semana e feriados somente para grupos com mínimo de 15 pessoas, conduzidos por guias voluntários ou funcionários da unidade. As trilhas são adaptadas a diversos públicos, oferecendo experiências que vão da contemplação da Mata Atlântica às áreas de reflorestamento com espécies nativas dos Campos Gerais.

Complementam o circuito natural o Salto da Cotia, belíssima queda d’água em paisagem natural intocada, e a Serra do Purunã, com trilhas de trekking, observação de aves e cenários panorâmicos do planalto paranaense. Nas cercanias do município, a paisagem se conecta ao Parque Nacional dos Campos Gerais, à APA do Rio São Cristóvão e à APA da Escarpa Devoniana, formando um dos maiores mosaicos de conservação do Sul do Brasil. As formações geológicas dessa região datam de mais de 65 milhões de anos, evidenciando a antiguidade das Escarpas Devonianas e sua importância para a história natural do planeta. Para os visitantes que buscam hospedagem em contato com a natureza, os hotéis-fazenda e as pousadas rurais oferecem culinária típica, passeios a cavalo e pescaria.

Como é o clima e a melhor época para visitar

Piraí do Sul tem clima subtropical úmido de altitude, típico do planalto paranaense. As temperaturas variam entre 8°C nas madrugadas de julho e 27°C nas tardes de janeiro. Segundo dados de referência do Climatempo, a média mensal de chuva em junho é de 96 mm, revelando distribuição relativamente elevada mesmo no inverno. As chuvas são bem distribuídas ao longo do ano, sem estação seca marcada, com maiores volumes no verão. As geadas são frequentes no inverno, com temperaturas ocasionalmente próximas de zero grau, e picos de calor no verão. Para conhecer as cachoeiras e trilhas do Alto da Serra, a primavera e o início do verão (setembro a dezembro) são as melhores estações, com maior volume de água nas quedas e temperatura amena. A Festa de Nossa Senhora das Brotas, em dezembro, é o principal evento do calendário local.



Dez-Fev
17-27°C

☔ Alta

Ideal para a Cachoeira Paulina e o imponente Canyon da Chapadinha.

CACHOEIRA PAULINA

Mar-Mai
13-24°C

🌤️ Média

Época da colheita do pinhão e saborosos cafés coloniais.

COLHEITA DO PINHÃO

Jun-Ago
8-19°C

🌤️ Média

Visite os sítios rupestres e a exuberante FLONA de Piraí do Sul.

SÍTIOS RUPESTRES

Set-Nov
12-24°C

☔ Alta

Destaque! Santuário Nossa Senhora das Brotas e Salto da Cotia.

N. SRA DAS BROTAS



Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Para chegar a Piraí do Sul, o acesso principal é pela PR-151 partindo de Curitiba. Os 180 km são cobertos em cerca de 2h30. De Ponta Grossa, o percurso é de aproximadamente 90 km em 1h20. O Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, é a porta aérea comercial mais próxima, com voos diretos das principais capitais brasileiras. De Castro, cidade vizinha e importante no circuito tropeiro, são 50 km em cerca de 45 minutos. Ônibus rodoviários com saídas diárias conectam a cidade a CuritibaPonta GrossaCastro e Jaguariaíva. Dentro do município, o carro é a melhor opção para explorar as cachoeiras, os sítios rupestres e as áreas de conservação, além dos hotéis-fazenda espalhados pela zona rural.

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Cruze a PR-151 e conheça o berço da arte rupestre paranaense

Piraí do Sul guarda um pedaço raro do Sul do Brasil, onde a tradição do Caminho de Sorocaba convive com pinturas rupestres de mais de 12.500 anos, uma Cachoeira da Paulina de 60 metros de queda no Canyon da Chapadinha e o Santuário Nossa Senhora das Brotas em bosque de 28 hectares. Poucos destinos combinam a Floresta Nacional gerida pelo ICMBio com 150,61 hectares, o Alto da Serra para boia cross e escalada, e a Festa da Padroeira em dezembro entre as maiores manifestações religiosas do Paraná.



Fonte. MG.Superesportes

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