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22 de julho de 2026

José Menezes fez história na imprensa do Amapá – 22/07/2026 – Cotidiano

José Menezes fez história na imprensa do Amapá – 22/07/2026 – Cotidiano

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A história de vida do jornalista José Menezes está diretamente conectada com a trajetória da comunicação no Amapá. Nascido em 1970 em Primavera (PA), a 194 km de Belém, onde trabalhou como jornaleiro, mudou-se para Macapá em 1986, ainda adolescente.

Na capital amapaense, ele deu os primeiros passos no jornalismo profissional, em 1988. Foi contratado na então TV Amapá (hoje Rede Amazônica), filiada à Globo, trabalhando na operação dos caracteres e na programação da emissora.

Por atuar no período da noite, começou a ser chamado de Corujinha —um dos apelidos que ganhou de forma carinhosa dos colegas da imprensa ao longo de sua jornada.

Em 1996, foi para a TV Bandeirantes, período em que começou a carreira de repórter. A partir daí, Menezes se tornou um dos rostos mais conhecidos no Amapá. Com desenvoltura diante das câmeras e profissionalismo, ele logo assumiu a apresentação dos principais jornais da casa.

Em seguida, no SBT, também ingressou como repórter até chegar à bancada do programa Meio-Dia, o jornal de maior audiência da emissora, onde atuou em diferentes temporadas.

Jozeca, outro apelido dado pelos colegas da imprensa, ainda fez trajetória no rádio. Ele atuou na Amapá FM (hoje CBN Macapá) e na Difusora, emissora pública vinculada ao governo do estado. Sua voz levou notícias para todos os cantos dos 16 municípios amapaenses.

Migrou para a comunicação institucional, com passagem pelo Governo do Amapá, na gestão de Camilo Capiberibe (2011 até 2015), e no TJAP (Tribunal de Justiça do Amapá), onde foi apresentador e produtor da JudiciRádio.

Sua última experiência profissional foi na direção da comunicação do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 8ª Região, com sede em Belém, que abrange o Amapá e o Pará, os dois estados do coração do jornalista, que tinha orgulho da cultura do Norte do Brasil.

Menezes foi internado em um hospital de Belém para tratamento de saúde e morreu no dia 6 de julho, aos 56 anos, sendo 40 deles dedicados à imprensa. A causa da morte não foi informada. Ele foi velado em Belém e no município de Primavera, onde foi enterrado ao lado de parentes.

Profissionais de comunicação, emissoras, sites de notícias, jornais, políticos e as instituições públicas por onde passou prestaram homenagens a ele e destacaram sua trajetória na construção de uma carreira sólida, ética e dinâmica.

Corujinha, Zé Menê ou Jozeca será lembrado pelo bom humor, generosidade e profissionalismo. Ele deixou a esposa, a também jornalista Kelly Pantoja, quatro filhos e quatro netos —a mais nova nasceu no dia de seu enterro.

coluna.obituario@grupofolha.com.br

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Fonte.:Folha de S.Paulo

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