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23 de julho de 2026

Pesquisadores querem retirar autismo nível 1 do espectro autista

Pesquisadores querem retirar autismo nível 1 do espectro autista

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Pessoas atualmente diagnosticadas com autismo nível 1 poderão, no futuro, deixar de integrar o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e receber uma classificação própria, segundo defendem alguns pesquisadores. A proposta parte da avaliação de que a categoria atual passou a reunir indivíduos com perfis, capacidades e necessidades de suporte tão diferentes que talvez já não faça sentido tratá-los como integrantes de uma mesma condição.

Atualmente, o diagnóstico de TEA pode abranger desde pessoas altamente independentes, como o empresário Elon Musk e a ativista Greta Thunberg, até indivíduos com comprometimentos severos, que não desenvolvem linguagem funcional e necessitam de supervisão permanente ao longo da vida.

Para pesquisadora, espectro perdeu utilidade científica

“Já não existe um denominador comum para todas as pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista”, afirmou a psicóloga britânica Dame Uta Frith, uma das pesquisadoras mais influentes da história do autismo, em entrevista ao The Times em março. Ela está entre os especialistas que passaram a defender a revisão ou mesmo o abandono do conceito atual de espectro.

A posição chama ainda mais atenção porque Frith foi um dos principais nomes que ajudaram a construir a compreensão atual do autismo. Ao longo de décadas, ela defendeu a ampliação dos critérios diagnósticos e contribuiu para consolidar a ideia de que o autismo se manifesta de formas diversas.