11:46 AM
24 de julho de 2026

Associação defende os direitos das mulheres e questiona políticas de gênero no STF

Associação defende os direitos das mulheres e questiona políticas de gênero no STF

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Ao perceber que mulheres estavam sendo silenciadas e excluídas dos debates públicos sobre políticas de identidade de gênero, um grupo decidiu se organizar. A gota d’água foi o início das discussões no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o direito de pessoas trans usarem banheiros femininos. Foi nesse contexto que surgiu, em 2023, a Matria – Associação de Mulheres, Mães e Profissionais.  

Sem deixar de reconhecer o problema e a necessidade de encontrar uma saída para as pessoas trans, a associação viu necessário mostrar que o uso do banheiro feminino não era a melhor solução, nem para as trans e nem para as mulheres biológicas. “Observamos que as entidades que haviam se manifestado formalmente naquele processo, inclusive as que se apresentavam como representantes das mulheres, defendiam a permissão de trans nesses espaços sem ter em conta os desdobramentos dessa escolha”, recorda Celina Lazzari, diretora da Matria.  

Segundo ela, a falta de vozes contrárias à presença de trans em banheiros femininos poderia dar a falsa a impressão de que existiria um consenso em torno dessas políticas. “Mas sabemos que a maioria da população e das mulheres é contra essa solução, tem desconforto, preocupações e objeções, mas não encontrava canais institucionais para se manifestar”, explica.  

Além disso, segundo ela, a criação da associação tornou-se urgente porque decisões em áreas como educação, esporte e saúde estavam sendo tomadas sem a participação das mulheres diretamente afetadas e, em alguns casos, até criminalizando quem manifestava oposição. “Entendemos que o dissenso legítimo das mulheres precisava tornar-se visível e que a ausência de representação institucional não significava concordância.”