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27 de julho de 2026

Mulheres que matam para não morrer: quando a legítima defesa vira argumento em homicídios de homens acusados de violência doméstica

Mulheres que matam para não morrer: quando a legítima defesa vira argumento em homicídios de homens acusados de violência doméstica

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Mulher de costas gesticula enquanto se dirige a um juiz, sentado; não é possível ver os rostos deles

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, O argumento de que houve legítima defesa de uma mulher que mata seu agressor costuma aparecer ao longo do processo, pois não é um tipo penal

    • Author, Mariana Rosetti e Paola Churchill
    • Role, De São Paulo para a BBC News Brasil
  • Published

  • Tempo de leitura: 16 min

*Aviso: a reportagem a seguir contém descrições de violência que podem ser consideradas perturbadoras por alguns leitores

Em uma fração de segundo, a auxiliar de cozinha Milene Otani Vasconcellos Alves, de 38 anos, calculou suas chances.

Rafael já havia tentado enforcá-la, jogado-a no sofá e ignorado seus pedidos para cessar a violência que só escalava, relatou ela à polícia.

Milene disse que olhou para a cozinha e viu uma faca. “Se você me bater mais alguma vez, eu vou pegar qualquer coisa para me defender”, alertou, conforme registrado no inquérito policial.

Ele não parou. Milene desferiu um único golpe fatal contra Rafael, em 2024. O casal morava em Santo André (SP).



Fonte.:BBC NEWS BRASIL

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