11:06 AM
31 de julho de 2026

O universo de acessórios de vinho para pais entusiastas da bebida

O universo de acessórios de vinho para pais entusiastas da bebida

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Há fanáticos de sobra quando o assunto é vinho. Para muita gente, a bebida é só o começo: dela brotam viagens, livros, cursos e um arsenal de acessórios para tudo que se imagina e para muita coisa que ninguém sonhou precisar. É um universo paralelo, no qual convivem o indispensável e o francamente supérfluo. Se seu pai for um desses entusiastas, os próximos parágrafos são para ele.

Comece pelos aparelhos que prometem, em minutos, o que o tempo levaria anos para fazer. O Clef du Vin é uma plaquinha de cobre que, mergulhada na taça por alguns segundos, jura envelhecer o vinho em anos.

A Oak Bottle é uma garrafa de madeira que, em poucas horas, empresta à bebida o gosto amadeirado que ela ganharia descansando em barris de carvalho. Há ainda o velho decanter, a jarra de vidro em que se despeja o vinho para arejá-lo e amaciá-lo, hoje em versões eletrônicas como o Sonic Decanter, que usa ondas sonoras para acelerar o processo. E o Üllo, que filtra os sulfitos, conservantes que muita gente culpa pela dor de cabeça. Funcionam? Depende de quanto se quer acreditar.

Outros itens vêm da história da bebida. A tenaz de Porto é um par de pinças aquecidas em brasa que quebram o gargalo de garrafas tão antigas que a rolha já esfarela ao toque.

O tastevin, um copinho raso de prata semelhante a um pires, era pendurado no pescoço dos sommeliers da Borgonha para julgar a cor do vinho à luz de vela. E há as taças pretas, que escondem a cor da bebida para que ela não entregue, numa prova às cegas, a uva ou a idade do vinho.

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Tenho minhas manias. Viajo levando na mala um saca-rolhas The Durand: ele combina a espiral com uma pinça, duas lâminas que seguram pelas laterais a rolha já frágil de um vinho muito velho. Levo também a minha própria taça (sim, sou desses). O Coravin, uma agulha que atravessa a rolha e serve uma taça sem abrir a garrafa, eu tenho e não uso: nunca me convenci da sua eficiência.

Há ainda os puramente divertidos. Esferas de metal que, congeladas antes, gelam o vinho na taça sem aguá-lo como fariam as pedras de gelo. Suportes que equilibram a garrafa num ângulo impossível, fingindo que ela flutua. Bases em forma de quebra-cabeça, como o Don’t Break the Bottle, que só soltam a garrafa para quem resolver o enigma.

Olhe com atenção e cada objeto conta a mesma coisa: o vinho deixou de ser bebida e virou ritual. E também diversão. Poucas tranquitanas são essenciais: taças de qualidade, um bom saca-rolhas, um balde de gelo. O resto é conforto, brincadeira ou pura vaidade. Mas talvez seja justamente esse excesso de coisas, gestos e pequenas obsessões, o que torna esse mundo tão irresistível.

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Influente Branco

Um Vinho Regional Lisboa, da Adega Cooperativa do Cadaval. Blend de uvas brancas, incluindo seara nova, vital. Amarelo palha. Aroma frutado e fresco. Paladar meio doce, leve, com 9,5% de álcool como pedem as novas gerações. Fácil de beber. R$ 49,90, na Evino.

Duas garrafas de vinho em fundo branco. À esquerda, vinho branco Influente com rótulo azul e desenho de folha. À direita, vinho tinto Burmester Tawny Port 10 com rótulo branco e detalhes dourados
Sugestões de rótulos (Reprodução/Reprodução)

Porto Burmester 10 Years old Tawny

Feito com várias castas tradicionais do Douro, em Portugal, mistura vinhos amadurecidos em carvalho, de várias idades — a média perfaz dez anos. Aromas com frescor, notas de caramelo, nozes, mel. Paladar macio. Boa opção para acompanhar chocolate. R$ 139,90, na Wine.

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Publicado em VEJA São Paulo de 31 de julho de 2026, edição nº 3006.

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Fonte.: Veja SP Abril

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