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10 de agosto de 2026

Moraes manda investigar se cursos feitos por Débora do Batom valem para reduzir pena

Moraes manda investigar se cursos feitos por Débora do Batom valem para reduzir pena

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou um pente-fino em dois cursos feitos na prisão por Débora Rodrigues dos Santos, a Débora do Batom, antes de decidir se as atividades poderão ser usadas para reduzir sua pena. Na mesma decisão, assinada na sexta-feira (7), o ministro manteve a prisão domiciliar da cabeleireira após concluir que falhas registradas no sinal de sua tornozeleira eletrônica não representaram descumprimento das medidas impostas a ela.

Moraes quer informações detalhadas sobre os cursos “Reescrevendo minha história: Marketing – TAR” e “Reescrevendo minha história: PLANEJ”, realizados por Débora enquanto ela estava no Centro de Ressocialização Feminino de Rio Claro, no interior de São Paulo. O STF pediu documentos que comprovem desde a regularidade das capacitações até o que efetivamente foi estudado pela condenada.

Os cursos fazem parte de uma iniciativa voltada à preparação de presos para a vida profissional depois do cárcere. O programa “Reescrevendo a minha história”, desenvolvido em parceria entre órgãos do sistema penitenciário paulista e o Sebrae-SP, oferece capacitações ligadas a empreendedorismo e gestão de pequenos negócios. Entre os assuntos trabalhados estão planejamento, marketing, finanças e comportamento empreendedor.

A questão chegou ao STF porque Débora tenta transformar as horas dedicadas a essas atividades em remição de pena, mecanismo previsto na Lei de Execução Penal que permite descontar parte da condenação por estudo ou trabalho. No caso das atividades educacionais, a legislação prevê, em determinadas condições, o abatimento de um dia da pena para cada 12 horas de frequência escolar.