11:36 PM
10 de agosto de 2026

Ataques a escolas são precedidos por sinais de alerta e pacto de silêncio entre alunos

Ataques a escolas são precedidos por sinais de alerta e pacto de silêncio entre alunos

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Ataques realizados por adolescentes em escolas deixaram de ser uma exclusividade dos Estados Unidos. Aos poucos, essa realidade se tornou cada vez mais comum no Brasil. Desde 2011, o país já registrou pelo menos 20 episódios desse tipo e a frequência está aumentando.

Casos marcantes como o de Realengo/RJ, em 2011, quando 12 estudantes foram mortos; Suzano/SP, em 2019, com sete mortes; Blumenau/SC com quatro crianças mortas em uma creche, em 2023; e agora em 2026, na cidade de Rio Branco/AC, quando duas funcionárias morreram após um ataque, alertam que esse tipo de violência extrema não é algo isolado. A boa notícia é que existem formas de identificar sinais de alerta e evitar muitas dessas ocorrências.

Bianca Machado, tenente-coronel da Polícia Militar do Rio de Janeiro, psicanalista e especialista em inteligência emocional, explica que em todos os casos brasileiros citados já existiam indícios antes dos ataques.

“A pergunta a ser feita é: como a polícia pode atuar antes, durante e depois do ato? Precisamos avaliar os sinais de alerta, perceber como é a comunicação da comunidade escolar com a polícia e seguir padrões internacionais de avaliação dos casos”, explicou, durante sua palestra no Fórum Internacional de Ciências Policiais, realizado em Curitiba (PR), em julho.