12:56 AM
11 de agosto de 2026

entenda o motivo da nova decisão judicial

entenda o motivo da nova decisão judicial

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A Justiça do Ceará determinou a prisão preventiva de Marco Antônio Heredia Viveros no último domingo, dia 9 de agosto. O economista, condenado pela tentativa de homicídio que deixou a ativista Maria da Penha paraplégica em 1983, foi detido por suposto descumprimento de medidas protetivas. A decisão ocorreu após ele conceder uma entrevista à TV Record, que teve sua exibição proibida por ordem judicial.

Por que o ex-marido de Maria da Penha foi preso novamente?

A nova prisão de Marco Antônio Heredia Viveros foi motivada pelo suposto descumprimento de medidas protetivas de urgência. Essas medidas são ordens judiciais que servem para proteger vítimas de violência, proibindo o agressor de se aproximar ou manter contato. No caso dele, a participação em uma reportagem para o programa Domingo Espetacular, da TV Record, foi interpretada pelo Judiciário como uma violação dessas regras. O juiz Cesar Morel Alcantara também proibiu a emissora de exibir o conteúdo, sob pena de multa diária, e ordenou a retirada de anúncios da entrevista na internet.

Qual é a versão de Marco Antônio sobre o crime ocorrido em 1983?

Ao longo das últimas décadas, Viveros tem usado espaços públicos e entrevistas para negar que tentou matar a ex-esposa. Ele sustenta uma narrativa diferente daquela aceita pela Justiça, afirmando que o tiro que deixou Maria da Penha paraplégica foi disparado por assaltantes que invadiram a casa do casal. Em conversas recentes em canais do YouTube e com jornalistas, ele afirma ser um ‘sobrevivente de uma injustiça’ e questiona as provas técnicas da investigação. Apesar de seus argumentos sobre sinais de arrombamento na residência, o Judiciário rejeitou essas alegações em várias instâncias.

Como ele rebate as acusações de tentativa de eletrocussão e motivação financeira?

Marco Antônio contesta dois pontos centrais do relato de Maria da Penha. Sobre a acusação de que ele teria tentado eletrocutá-la no banho, ele argumenta que a história carece de lógica, questionando por que pediria para ela fechar o registro se o choque ocorreria justamente ao encostar na peça. Quanto à motivação financeira, ele nega a existência de um seguro de vida em nome dela para beneficiá-lo. Viveros afirma que, na verdade, existiam seguros feitos por ele que beneficiavam a própria Maria da Penha e as filhas do casal, alegando que tais documentos constam nos autos do processo antigo.