11:25 AM
14 de agosto de 2026

Desemprego/IBGE: taxas dos estados no 2º trimestre de 2026 – 14/08/2026 – Economia

Desemprego/IBGE: taxas dos estados no 2º trimestre de 2026 – 14/08/2026 – Economia

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A taxa de desemprego nas unidades da Federação, no segundo trimestre de 2026, variou de 2,1% em Santa Catarina a 9,8% no Amapá, apontam dados divulgados nesta sexta-feira (14) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No Brasil, o indicador recuou a 5,4% no intervalo de abril a junho, o menor patamar para esse período na série histórica da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), iniciada em 2012.

O IBGE divulgou o dado nacional em 30 de julho. A publicação desta sexta traz outros detalhes do mercado de trabalho, incluindo as estatísticas dos estados e do Distrito Federal.

Na série histórica, a taxa de desemprego costuma subir no primeiro trimestre, após o fechamento de vagas temporárias de emprego, e tende a recuar nos meses seguintes.

Economistas afirmam que o mercado de trabalho ainda mostra força, mas começa a dar sinais mais claros de desaceleração no país.

Um dos indícios apontados é o comportamento da renda média, que ficou praticamente estável no segundo trimestre no Brasil, conforme a Pnad.

Taxa de desemprego no 2º trimestre, em %






























Santa Catarina2,1
Mato Grosso2,2
Espírito Santo2,3
Rondônia2,6
Mato Grosso do Sul2,7
Paraná3,1
Minas Gerais3,8
Goiás4
Tocantins4,1
Rio Grande do Sul4,2
Roraima5
São Paulo5,4
Paraíba5,4
Rio Grande do Norte5,6
Maranhão6
Pará6,2
Distrito Federal6,5
Ceará6,6
Acre6,6
Rio de Janeiro7,1
Amazonas7,5
Sergipe7,9
Alagoas7,9
Pernambuco8,3
Piauí8,3
Bahia9,1
Amapá9,8

A pesquisa do IBGE abrange o mercado de trabalho formal, com carteira assinada ou CNPJ, e o setor informal, sem esses registros.

Nas estatísticas oficiais, uma pessoa de 14 anos ou mais que não tem emprego precisa estar à procura de oportunidades para ser considerada desempregada. Não basta só não trabalhar.

Analistas afirmam que o desemprego baixo refletiu uma combinação de fatores como o desempenho positivo da atividade econômica nos últimos anos.

Outra questão citada é a mudança demográfica em curso no país. Com o envelhecimento da população, a tendência é de que uma parcela dos brasileiros saia do mercado e deixe de procurar ocupação.

Isso reduz a pressão sobre a taxa de desemprego, mas desafia o sistema previdenciário, porque a demanda por aposentadorias tende a crescer.

O mercado de trabalho ainda é influenciado por vagas ligadas à tecnologia.

Estudo do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) estimou no ano passado que o trabalho em aplicativos reduzia o desemprego em 1 ponto percentual.



Fonte.:Folha de S.Paulo

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