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Introdução
A gordura no fígado, rebatizada como MASLD, é uma inimiga silenciosa e globalmente comum, ligada à obesidade e diabetes. Embora grave, com risco de evoluir para cirrose e câncer, a boa notícia é que pode ser prevenida e tratada com mudanças no estilo de vida e, em casos avançados, novos medicamentos. Proteja seu fígado!
- A “gordura no fígado” agora é chamada Doença Esteatótica do Fígado Relacionada a Causas Metabólicas (MASLD), um problema comum e ligado à obesidade e diabetes.
- É uma condição majoritariamente silenciosa que, sem diagnóstico e tratamento, pode evoluir para quadros graves como esteato-hepatite, cirrose e câncer.
- Fique atento aos principais riscos, incluindo ganho de peso progressivo (especialmente após 50 anos), aumento da gordura abdominal, diabetes, hipertensão e alterações de colesterol/triglicérides.
- O diagnóstico é feito por consulta, exames de sangue e imagem, e o tratamento exige abordagem multidisciplinar, com foco em alimentação saudável, atividade física e controle de fatores de risco.
- Medicamentos como a semaglutida (Ozempic/Wegovy) foram aprovados no Brasil para formas avançadas de MASLD, demonstrando benefícios na redução de gordura, inflamação e fibrose no fígado.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Respondendo à pergunta do título direto ao ponto, dá pra dizer que sim. Mas a boa notícia é que esse inimigo pode ser combatido — e até prevenido.
A chamada gordura no fígado, conhecida como esteatose hepática, ocorre quando há acúmulo excessivo de gordura, principalmente na forma de triglicerídeos, nas células do órgão. É o estágio inicial de uma doença cada vez mais comum e associada a condições como obesidade, diabetes, colesterol alto…
Esse quadro foi rebatizado recentemente como doença esteatótica do fígado relacionada a causas metabólicas (MASLD, na sigla em inglês), o problema hepático mais frequente no mundo hoje. Estima-se que 38% da população global tenha algum grau de MASLD, número que cresce em paralelo à pandemia de obesidade.
A grande preocupação está em seu caráter silencioso: na maioria dos casos, não provoca sintomas. Sem diagnóstico e tratamento, a esteatose pode evoluir para quadros mais graves, como esteato-hepatite (inflamação do fígado), fibrose, cirrose e câncer primário de fígado.
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Por isso, é essencial a atenção aos principais riscos para a MASLD, como ganho de peso progressivo, especialmente após os 50 anos de idade, aumento da gordura abdominal, diabetes, hipertensão arterial e alterações do colesterol e/ou triglicérides.
Mesmo sem sintomas, indivíduos com essas condições clínicas devem procurar serviços médicos para avaliar, inclusive por exames, a possibilidade de serem portadores de MASLD e receberem as devidas orientações.
Outro ponto de alerta: a doença não afeta apenas o fígado. Ela pode estar associada a problemas cardiovasculares, renais, na tireoide e no pâncreas, exigindo acompanhamento clínico e tratamento das possíveis comorbidades.
O diagnóstico é feito por meio de consulta médica, exames de sangue e métodos de imagem. E o tratamento envolve uma abordagem multidisciplinar, com mudanças no estilo de vida, alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e controle rigoroso dos fatores de risco.
Medicamentos podem ser necessários e devem ser individualizados e prescritos por médicos. Nessa direção, recentemente foi aprovado no Brasil o uso da semaglutida (do Ozempic e Wegovy) para o tratamento das formas mais avançadas de MASLD.
As canetas, já utilizadas no controle do diabetes tipo 2 e da obesidade, demonstraram benefícios ao reduzir gordura, inflamação e fibrose (tecidos cicatrizados) no fígado.
No entanto, seu uso deve ser prescrito e acompanhado por especialistas, que definirão os pacientes elegíveis, as doses mais apropriadas e identificarão os possíveis efeitos colaterais ao longo do tratamento.
Que fique claro: a gordura pode, sim, ser uma grande inimiga do fígado. Mas a prevenção e o diagnóstico precoce podem transformá-la em um inimigo manejável e muito, mas muito menos ardiloso.
Vida ativa, dieta balanceada e acompanhamento médico periódico continuam sendo as nossas melhores armas nessa batalha.
*Helma Pinchemel Cotrim é hepatologista, professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e diretora científica da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH)
Fruta rica em fibras e antioxidantes auxilia na eliminação de gordura no fígado
Fonte.:Saúde Abril


