A 40 km de Porto Alegre, no Vale do Sinos, a cidade de Novo Hamburgo detém o título de Capital Nacional do Calçado, concentrando toda a cadeia produtiva do setor. O município abriga o Museu Nacional do Calçado, fundado em 23 de setembro de 1999 e mantido pela Universidade Feevale, que possui um acervo de 40 mil peças, incluindo sandálias gregas do século XII. No bairro Hamburgo Velho, a Fundação Ernesto Frederico Scheffel, instalada em um casarão de 1890, detém o recorde de maior pinacoteca do mundo dedicada a um único artista. A região preserva cerca de 70 imóveis históricos, destacando-se a Casa Schmitt-Presser (1830), tombada pelo IPHAN em 1985 como um dos exemplares mais preservados do Rio Grande do Sul. O circuito industrial e cultural é complementado pela FENAC, uma das maiores feiras do setor na América Latina, com 36.399 m² de área climatizada.
Do caminho de tropeiros à emancipação em 5 de abril de 1927
A história de Novo Hamburgo começa em 1824, quando os primeiros imigrantes alemães chegaram ao Vale do Sinos e fundaram a colônia de São Leopoldo, considerada o marco inicial da imigração germânica no Brasil. Segundo divulgação do portal oficial da Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul, o território que hoje forma Novo Hamburgo pertencia originalmente a São Leopoldo. Na região do atual Bairro Hamburgo Velho, chamado originalmente de Hamburguer Berg (Morro de Hamburgo), formou-se ainda no século XIX um pequeno povoado no cruzamento de importantes estradas usadas por tropeiros que transportavam gado e mercadorias entre o interior e o litoral gaúcho. O povoado cresceu espontaneamente ao redor desse entroncamento comercial.
Foi só em 5 de abril de 1927 que Novo Hamburgo se emancipou politicamente de São Leopoldo. A partir daí, a cidade se desenvolveu rapidamente graças à vocação industrial que os imigrantes trouxeram da Alemanha: a produção de calçados. Os primeiros ateliês artesanais viraram fábricas, e no início do século XX o município se destacou como principal centro produtor de calçados do Brasil. A Casa Schmitt-Presser, construída em 1830 no que hoje é o coração de Hamburgo Velho, funcionava originalmente como uma pequena venda comercial no primeiro andar. Segundo divulgação da Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo, a residência foi tombada pelo IPHAN em 1985 como patrimônio histórico e artístico nacional por conservar integralmente as características originais da arquitetura enxaimel alemã.

O Museu Nacional do Calçado com 40 mil peças na Feevale
O grande diferencial cultural de Novo Hamburgo é o Museu Nacional do Calçado, o único do país dedicado à história da indústria calçadista. Segundo divulgação do portal oficial da Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul, o museu foi fundado em 23 de setembro de 1999 e fica no Campus I do Centro Universitário Feevale, na Avenida Doutor Maurício Cardoso. O acervo reúne cerca de 40 mil peças, entre calçados, artefatos de couro, ferramentas e documentos históricos. A exposição permanente inclui desde sandálias gregas antigas do século XII até criações contemporâneas de designers brasileiros e internacionais. O museu também exibe uma galeria com calçados que pertenceram a personalidades da história do Brasil.
A força industrial se traduz também nas grandes feiras internacionais realizadas na FENAC (Feira Nacional do Calçado), uma das maiores da América Latina no setor coureiro-calçadista. O Centro de Eventos e Negócios FENAC tem 36.399 m² de área construída totalmente climatizada, com localização estratégica entre Porto Alegre e a Serra Gaúcha. É ligado por linha metroviária ao Aeroporto Internacional Salgado Filho. Realiza a FIMEC (Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes) e a popular Loucura por Sapatos, evento aberto ao público que acontece duas vezes por ano (abril e outubro) e atrai multidões em busca de calçados a preços de fábrica. O Monumento ao Sapateiro, na rótula das Avenidas Nações Unidas, homenageia os operários que construíram a economia local.

O que fazer entre Hamburgo Velho e o Parque Floresta Imperial
Novo Hamburgo combina turismo cultural germânico, patrimônio industrial e parques urbanos em roteiros compactos. Reserve pelo menos dois dias para o essencial e um extra se coincidir com a Loucura por Sapatos ou com a Oktoberfest.
- Bairro Hamburgo Velho: centro histórico com cerca de 70 imóveis em enxaimel e neoclássico, distribuídos entre as Ruas Daltro Filho e Maurício Cardoso.
- Museu Nacional do Calçado: único do país dedicado à história da indústria calçadista, com 40 mil peças no Campus I da Feevale.
- Casa Schmitt-Presser: construção de 1830 em enxaimel, tombada pelo IPHAN em 1985, com objetos originais dos primeiros colonos.
- Fundação Ernesto Frederico Scheffel: casarão neoclássico de 1890 que abriga a maior pinacoteca do mundo dedicada a um único artista.
- Parque Henrique Luís Roessler (Parcão): maior área verde urbana com 54,16 hectares, ideal para caminhadas e piqueniques.
- Parque Floresta Imperial: em terras que pertenciam ao lote dos primeiros imigrantes alemães, com o Monumento à Bíblia.
- Catedral São Luiz Gonzaga: marco arquitetônico religioso da cidade, com fachada imponente no centro histórico.
Este vídeo do canal Cristiane Siqueira, com 6 mil visualizações, apresenta 10 pontos de interesse e turismo na cidade de Novo Hamburgo (RS).
A pinacoteca única no mundo dedicada a Ernesto Scheffel
A grande curiosidade oculta de Novo Hamburgo está no Bairro Hamburgo Velho. Segundo divulgação do portal Turismo RS, um casarão em estilo neoclássico construído em 1890 abriga a Fundação Ernesto Frederico Scheffel, considerada a maior pinacoteca do mundo dedicada exclusivamente às obras de um único artista. Ernesto Frederico Scheffel, nascido em 1927 em Novo Hamburgo, foi um dos pintores gaúchos mais reconhecidos internacionalmente, com formação na Alemanha e trajetória ligada ao realismo figurativo. A instituição preserva centenas de suas obras em exposição permanente e ainda promove atividades culturais gratuitas, como concertos da Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo no pátio da Fundação.
A cultura germânica se mantém viva em outros marcos da cidade. O Monumento ao Imigrante, nas dependências da Sociedade Aliança, foi construído em homenagem ao centenário da imigração alemã no Rio Grande do Sul. O Monumento da Paz, na Praça do Imigrante, foi erguido com armas de fogo derretidas, símbolo do compromisso da cidade com o pacifismo. A Oktoberfest de Novo Hamburgo e a Festa da Emancipação reforçam anualmente os laços comunitários, com música típica, danças folclóricas, gastronomia germânica e desfiles de traje típico. O Museu Comunitário Casa Schmitt-Presser, mantido em parceria com a comunidade, é o principal repositório de objetos e documentos da colonização.
Como é o clima e a melhor época para visitar
Novo Hamburgo tem clima subtropical úmido, típico do Vale do Sinos. As temperaturas variam entre 8°C nas madrugadas de julho e 33°C nas tardes de janeiro. As chuvas são bem distribuídas o ano inteiro, com maior incidência entre setembro e novembro. O verão é intenso e abafado, com sensação térmica que pode ultrapassar 40°C nos dias mais quentes, e muitos moradores costumam se deslocar para o Litoral Norte gaúcho ou para a Serra Gaúcha em busca de temperaturas mais amenas. O inverno traz frio úmido com neblina frequente pela manhã, ideal para compras de calçados de couro nos outlets. As feiras Loucura por Sapatos acontecem em abril e outubro, quando o clima é ameno.
19-33°C
🌤️ Média
Dias intensos para aproveitar o Parque Henrique Luís Roessler.
PARQUE HENRIQUE
12-27°C
🌤️ Média
Alta temporada! Período da famosa feira Loucura por Sapatos.
LOUCURA POR SAPATOS
8-22°C
🌤️ Média
Conheça a história na Fundação Scheffel e o bairro de Hamburgo Velho.
HAMBURGO VELHO
12-27°C
☔ Alta
Visite a Casa Schmitt-Presser e aproveite a energia da Oktoberfest.
OKTOBERFEST
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Para chegar a Novo Hamburgo, os 40 km desde Porto Alegre são cobertos pela RS-239 e pela BR-116, com trajeto médio de 50 minutos. A cidade também está conectada à capital gaúcha pela Linha 1 do Trensurb, com quatro estações em funcionamento no município: Santo Afonso, Novo Hamburgo, Fenac e Industrial. O Aeroporto Internacional Salgado Filho é a porta aérea mais próxima, também acessível pelo mesmo sistema metroviário. Ônibus rodoviários com saídas diárias conectam a cidade a Florianópolis, Curitiba e São Paulo.
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Cruze a RS-239 e conheça a Capital Nacional do Calçado
Novo Hamburgo guarda um pedaço raro do Sul do Brasil, onde 202 anos de tradição germânica convivem com o único Museu Nacional do Calçado do país, uma FENAC com 36.399 m² sediando uma das maiores feiras da América Latina e a maior pinacoteca do mundo dedicada a um único artista. Poucos destinos combinam a Casa Schmitt-Presser de 1830 tombada pelo IPHAN, a preservação de 70 imóveis em enxaimel no Bairro Hamburgo Velho, a origem no antigo Hamburguer Berg como caminho de tropeiros e a emancipação em 5 de abril de 1927.
Fonte. MG.Superesportes


