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Introdução
A Academia do Mel oferece uma imersão na biodiversidade e cultura do mel de abelhas nativas brasileiras. Criada pela Mbee, a iniciativa ensina sobre os diversos tipos do produto, seus sabores surpreendentes e a importância de preservar essas espécies.
- A “Academia do Mel” é uma imersão em biodiversidade, território e cultura do mel de abelhas nativas.
- Idealizada pelo casal Márcia e Eugênio Basile, da Mbee, maior distribuidora de mel nativo do país.
- Aulas em São Paulo apresentam mais de 300 espécies de abelhas sem ferrão, muitas ainda não catalogadas.
- Os participantes provam méis com sabores surpreendentes, como o tubi, uruçu-amarela e emerina.
- O projeto visa fomentar o consumo e a preservação das abelhas nativas, um patrimônio brasileiro subestimado.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Cerca de trinta pessoas se acomodam em mesas com queijos, frutas e pães dispostos, e a curiosidade voa no ar. A cena poderia remeter a uma degustação de vinhos, mas o protagonista ali é outro: o mel de abelhas nativas. Na chamada Academia do Mel, o objetivo é entregar uma imersão em biodiversidade, território e cultura.
Criada em 2022, ela nasceu como um espaço não só para promover provas, mas também difundir o conhecimento sobre os tipos do alimento viscoso e açucarado que existem pelo Brasil. À frente dos encontros estão os idealizadores do projeto, o casal Márcia e Eugênio Basile, também responsáveis pela Mbee, uma das maiores distribuidoras de mel nativo do país, com cerca de oitenta parcerias com pequenos produtores.

As aulas acontecem, em média, duas vezes por mês no escritório da empresa em São Paulo e apresentam um universo que é pouco explorado. São mais de 300 espécies sem ferrão conhecidas — algumas, inclusive, ainda não foram catalogadas pela ciência. “Nosso objetivo é fomentar cada vez mais o consumo dos méis do Brasil”, afirma o engenheiro, que desde 2015 mergulhou no assunto. Márcia complementa com uma síntese que guia a experiência: “O mel tem o gosto do lugar que o produz”. A frase ganha sentido na prática.

Na experiência, os participantes percorrem uma diversidade de tipos vindos de outros estados, como o tubi, do Maranhão, que aparece em dois potes, um claro e outro escuro, coletados em locais distintos da mesma região, o que muda bastante no paladar as notas de cada um.
Durante a aula, os convidados aprendem que muitas abelhas nativas não apresentam ferrão e têm a chance de provar produtos com sabores surpreendentes, como o mel da uruçu-amarela, de alta acidez e notas alcoólicas, como se fosse um licor, e a emerina — de uma abelha ameaçada de extinção —, que impressiona por sua acidez intensa e as pequenas bolhas.

“Somente a educação poderá colocar as abelhas nativas no seu devido lugar. Elas sempre existiram por aqui. Consumir o produto delas é a maneira de preservar essas espécies”, defende Eugênio.
Toda a proposta do projeto gira em torno de aproximar o público de um patrimônio brasileiro ainda considerado subestimado e, quem sabe, transformar a maneira como se enxerga (e se prova) o mel nacional.
Mbee. Avenida Queiroz Filho, 1700, bloco B38, Vila Hamburguesa. Próximas edições em 13/4 e 18/5.
Publicado em VEJA São Paulo de 27 de março de 2026, edição nº 2988.
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Fonte.: Veja SP Abril


