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27 de fevereiro de 2026

Alvarinho: conheça a uva ibérica que conquistou o mundo

Alvarinho: conheça a uva ibérica que conquistou o mundo

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Poucas uvas representam tão bem o espírito de transformação do vinho branco contemporâneo quanto a portuguesa alvarinho — ou albariño, como é chamada na Espanha. Originária do noroeste da Península Ibérica, essa variedade discreta e resistente vive um momento de crescimento no planeta.

O que antes era uma especialidade de fronteira entre Portugal e Espanha tornou-se uma tendência global, com novos vinhedos do Uruguai à Austrália, dos EUA à França e também no Brasil. Esse sucesso se explica por três forças que estão redefinindo o universo do vinho: as mudanças climáticas, a evolução do gosto do consumidor e a busca por diversidade além das castas mais comuns.

O primeiro motor dessa expansão é o clima. Em meio às alterações do clima no planeta, a alvarinho se destaca por uma virtude rara: manter a acidez natural mesmo em regiões de temperaturas um pouco mais altas. A capacidade de adaptação a diferentes terroirs faz dela uma das castas mais promissoras no embate com o aquecimento global. Não por acaso, foi recentemente autorizada em Bordeaux, o coração do vinho francês, como alternativa natural para enfrentar verões cada vez mais secos e quentes.

O segundo fator é o novo comportamento do consumidor. Depois de décadas de domínio dos tintos, há a redescoberta do prazer e da versatilidade dos brancos. Eles se encaixam melhor em estilos de vida urbanos, climas quentes e refeições mais leves. Nesse contexto, o alvarinho surge como uma resposta perfeita: é um branco vibrante, de acidez firme, textura rica e aromas elegantes, que satisfaz tanto o público casual quanto o apreciador experiente.

O terceiro elemento é a busca por novidade. O consumidor atual quer escapar da previsibilidade dos chardonnays e sauvignon blancs e explorar variedades brancas com identidade própria.

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Em Portugal, a uva também vive uma verdadeira expansão territorial. Deixou de ser exclusividade do Minho e hoje é cultivada em praticamente todo o país, de norte a sul. Enólogos de regiões como o Douro, o Dão, o Tejo e o Alentejo vêm explorando o potencial da cepa, adaptando-a a diferentes climas e solos. O resultado são estilos diversos — alguns mais minerais e tensos, outros mais maduros e volumosos — que mostram a impressionante versatilidade da casta e reforçam seu papel como embaixadora dos brancos portugueses.

Mais do que uma moda, a ascensão dessa uva representa uma mudança profunda na forma como os entusiastas entendem o vinho branco: menos padronizado, mais autêntico, ligado ao território e ao frescor natural.

duas garrafas com fundo branco
Sugestão de rótulos (Reprodução/Divulgação)
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Pizzorno Albariño Reserva 2023
Da Bodega Pizzorno, de Canelones, Uruguai. 100% alvarinho, com seis meses de estágio em barricas francesas. Amarelo palha claro. Aroma cítrico, com notas de lima, abacaxi, maracujá. Paladar leve e fresco, com apenas 12% de álcool. R$ 247,90, na Grand Cru.

Casa de Vila Verde Alvarinho Vinho Verde 2024
Da Casa Santos Lima, 100% alvarinho da região dos Vinhos Verdes. Sem madeira, com cinco meses em tanques de aço inox. Palha claro. Aroma de frutas cítricas, maçã, flores brancas. Paladar leve e muito fresco, com acidez bem presente. R$ 98,71, na Wine.

Publicado em VEJA São Paulo de 27 de fevereiro de 2026, edição nº 2984.

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Fonte.: Veja SP Abril

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