12:00 PM
29 de agosto de 2025

Anvisa aprova novo comprimido contra tumor cerebral

Anvisa aprova novo comprimido contra tumor cerebral

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta semana um novo medicamento para um tipo de glioma, um tumor do sistema nervoso central que costuma atingir o cérebro.

O fármaco, produzido pela farmacêutica francesa Servier, é vendido sob o nome Voranigo e tem como princípio ativo o vorasidenibe. Ele é considerado o primeiro grande avanço no tratamento da doença em duas décadas.

Conheça mais sobre o medicamento.

Como age o remédio

O Voranigo foi aprovado para pacientes com glioma difuso de baixo grau que já tenham passado por cirurgia prévia. “A maior parte desses tumores têm uma mutação numa enzima conhecida como IDH, que pode ser IDH1 ou IDH2”, explica Gustavo Schvartsman, oncologista do Einstein Hospital Israelita.

Disponibilizado em comprimidos orais de uso diário, o vorasidenibe atua como inibidor do IDH, interrompendo a progressão do glioma. “O remédio segurou muito bem a doença, e no ensaio clínico diminuiu o risco de progressão em 61%, prolongando de forma significativa o tempo até o paciente precisar de um tratamento subsequente”, complementa Schvartsman.

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Embora a doença geralmente tenha evolução lenta, ela costuma avançar para quadros agressivos e fatais se o tumor não é removido em seus estágios iniciais. A nova droga oferece uma alternativa a mais para a sobrevida de pacientes com mutações no IDH.

O que é um glioma

Gliomas são um tipo de câncer do sistema nervoso central que pode afetar o cérebro ou a medula espinhal. O problema pode surgir em qualquer idade e, muitas vezes, não tem uma causa bem definida, embora alguns casos também ocorram por fatores genéticos hereditários.

Conforme a parte do cérebro afetada, um glioma pode levar a diferentes sintomas, muitas vezes incapacitantes, que vão de alterações na memória à capacidade de se comunicar, passando pela coordenação motora, entre outros. O método preferencial de tratamento é uma cirurgia para remover o tumor, mas nem sempre é possível retirá-lo por completo ou acessar seu local com segurança.

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“Tumores que não podem ser resolvidos completamente e voltam a crescer geralmente são incuráveis, mesmo com uma evolução bastante lenta”, aponta Schvartsman. Diante dessa situação, há décadas existe uma corrida por formas mais eficazes de conter a doença quando os métodos convencionais de tratamento não são suficientes.

“Temos muito pacientes aguardando a aprovação desse remédio. Ele será de grande benefício para essas pessoas”, projeta o médico.



Fonte.:Saúde Abril

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