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22 de janeiro de 2026

Anvisa manda apreender “Mounjaro” e retatrutida ilegais vendidos no Instagram

Anvisa manda apreender “Mounjaro” e retatrutida ilegais vendidos no Instagram

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na terça-feira (20), a apreensão de lotes de diferentes marcas de tirzepatida e de todas as marcas de retatrutida vendidas irregularmente no país.

Na resolução, publicada no Diário Oficial, o órgão também proibiu a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso dos produtos, que não possuem registro no Brasil.

Saiba mais sobre as canetas emagrecedoras irregulares.

Produtos proibidos

Em relação à tirzepatida, os produtos cujo recolhimento foi determinado pela Anvisa pertencem às marcas Synedica e TG. Medicamentos com essas marcas nunca tinham sido autorizados pela agência, mas a nova ação de fiscalização foi determinada após a comprovação de publicidade irregular dessas canetas.

+Leia também: Existe Mounjaro genérico? E remédio natural com mesmo efeito? Tire dúvidas

O mesmo aconteceu com produtos vendidos sob a alegação de conter o princípio ativo retatrutida. Neste caso, a Anvisa determinou o recolhimento de lotes de todas as marcas à venda no país, já que o fármaco ainda não está regulamentado no Brasil.

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Em todos os casos, a vigilância sanitária entende que os produtos são “fabricados por empresa desconhecida”. Os lotes irregulares vinham sendo vendidos por perfis no Instagram identificados como @tirzepatida.oficial, @albertotirzepatida e @retatrutida1.

Quais produtos de tirzepatida e retatrutida são liberados no Brasil?

No Brasil, o único medicamento à base de tirzepatida que pode ser comercializado legalmente é o Mounjaro, fabricado pela farmacêutica Eli Lilly. Nenhum outro produto que diz conter o princípio ativo tem seu uso aprovado pela Anvisa.

Já a retatrutida, uma molécula que vem causando grande expectativa no mercado com promessas de ser mais eficiente do que o Mounjaro para a perda de peso, ainda não está liberada para a venda em nenhum país do mundo.

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O fármaco segue em fase de testes, que devem ser concluídos nos próximos meses, e só então seguirá para os processos de avaliação e eventual aprovação para venda no exterior e no Brasil.

O uso de canetas emagrecedoras irregulares expõe a saúde a uma série de riscos. Sem a devida aprovação da Anvisa, não há qualquer garantia de que o produto comprado realmente contenha a substância prometida, nem confirmação da dosagem.

O fármaco irregular pode se revelar inócuo para tratar os problemas indicados ou, em situações ainda mais graves, ter passado por adulterações que podem render problemas de saúde com risco de sequelas e morte.

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Fonte.:Saúde Abril

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