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11 de janeiro de 2026

Ao menos 25 já morreram em protestos no Irã, dizem ONGs – 06/01/2026 – Mundo

Ao menos 25 já morreram em protestos no Irã, dizem ONGs – 06/01/2026 – Mundo

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Pelo menos 25 pessoas foram mortas no Irã durante os primeiros nove dias de protestos em Teerã devido à queda do valor da moeda e à inflação crescente, segundo grupos de direitos humanos.

Os protestos se espalharam para algumas cidades no oeste e sul do país após se expandirem de um foco econômico para frustrações mais amplas contra líderes religiosos do país. As manifestações ainda não atingem, no entanto, a escala da agitação que varreu o país entre 2022 e 2023 após a morte da jovem Mahsa Amini, detida pela polícia porque supostamente não estava usando o hijab, o véu islâmico.

O Irã também permanece sob pressão internacional, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tendo ameaçado na sexta-feira (2) ajudar os manifestantes no Irã caso as forças de segurança atirassem contra eles. Em resposta, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, prometeu não “ceder ao inimigo”.

O grupo de direitos humanos curdo-iraniano Hengaw estimou o número de mortos em 25, incluindo quatro menores de idade. Segundo a entidade, mais de mil pessoas foram presas. A rede de ativistas de direitos humanos Hrana afirmou que pelo menos 29 pessoas foram mortas e 1.203 foram presas até 5 de janeiro.

A Reuters não conseguiu verificar independentemente os números. As autoridades iranianas não divulgaram um balamço de mortos entre os manifestantes, mas disseram que pelo menos dois membros das forças de segurança morreram e mais de uma dúzia ficaram feridos.

“Enquanto faz distinção entre manifestantes e desordeiros, as forças de segurança têm lidado com força contra os desordeiros, prendendo-os no local ou após identificação pelas unidades de inteligência”, disse o chefe de polícia do Irã, Ahmadreza Radan nesta terça-feira (6), de acordo com a mídia estatal. “Ainda há tempo para aqueles que foram enganados por serviços estrangeiros se identificarem e aproveitarem a grandeza da República Islâmica.”

Regime promete reformas

Durante os protestos, segundo a Hrana, os motes foram além das demandas econômicas e incluíram críticas à governança e pedidos por justiça. Até então, as manifestações aconteceram em 27 das 31 províncias do país e se expandiram para cidades menores, informou o grupo.

A economia iraniana há anos sofre turbulências causadas pelas fortes sanções aplicadas pelos Estados Unidos e pela União Europeia. O rial iraniano caiu em relação ao dólar e outras moedas mundiais —quando os protestos eclodiram no domingo, o dólar americano era negociado a cerca de 1,42 milhão de riais, em comparação com 820 mil riais um ano atrás—, forçando a alta dos preços de importação e prejudicando os varejistas.

As autoridades iranianas reconheceram as dificuldades econômicas, mas acusaram redes ligadas a potências estrangeiras de “empurrar os protestos econômicos para o caos e a desordem”. O chefe do Judiciário prometeu não ter piedade dos “desordeiros”.

O presidente do país, Masoud Pezeshkian, pediu diálogo e prometeu reformas para estabilizar os sistemas monetário e bancário e proteger o poder de compra.

O regime anunciou uma reforma de subsídios, com a remoção das taxas de câmbio preferenciais para importadores. As transferências passam a ser diretas aos iranianos, com a ideia de aumentar o poder de compra para bens essenciais. A medida deve entrar em vigor em 10 de janeiro.

O chefe do banco central também foi substituído em 29 de dezembro. O rial caiu novamente nesta terça para 1.489.500, o que representa uma queda de 4% desde o início dos protestos.



Fonte.:Folha de S.Paulo

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