9:22 AM
6 de fevereiro de 2026

Argentina está ‘morta de medo’ após Justiça decretar prisão preventiva RJ

Argentina está ‘morta de medo’ após Justiça decretar prisão preventiva RJ

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A advogada argentina Agostina Páez, de 29 anos, afirmou estar “morta de medo” após ser oficialmente informada da decretação de sua prisão preventiva pela Justiça do Rio de Janeiro. Ré em um processo que apura injúria racial contra um funcionário de um bar em Ipanema, na zona sul da capital fluminense, ela publicou um vídeo nas redes sociais nesta quarta-feira, 5, no qual disse estar emocionalmente abalada com a decisão.

Na gravação, feita logo após receber a notificação judicial, Agostina contestou o fundamento da medida. Segundo ela, a prisão foi decretada por suposto risco de fuga, apesar de já estar submetida ao uso de tornozeleira eletrônica e de afirmar que se colocou à disposição das autoridades desde o início do caso. Ao final do vídeo, declarou estar desesperada e com medo.

A advogada também disse temer que a exposição pública possa agravar sua situação. “Tenho receio de que fazer este vídeo me prejudique e que meus direitos sejam ainda mais violados”, afirmou. Em seguida, acrescentou que não poderia comentar os detalhes do episódio investigado e que espera que o caso seja esclarecido e resolvido de forma adequada.

O episódio que deu origem à investigação ocorreu em 14 de janeiro, na saída de um bar em Ipanema. Segundo a polícia, Agostina foi flagrada dirigindo ofensas racistas a um funcionário do estabelecimento após uma discussão envolvendo um suposto erro no pagamento da conta.

A vítima, cuja identidade não foi divulgada, registrou boletim de ocorrência no mesmo dia. Em depoimento, relatou que a argentina teria apontado o dedo em sua direção e proferido ofensas de cunho racial, utilizando a palavra “negro” de forma pejorativa.

Três dias depois do episódio, Agostina prestou depoimento às autoridades e teve o passaporte apreendido. O caso segue em tramitação na Justiça do Rio de Janeiro.
 
 

Turista argentina suspeita de ofensas racistas em bar no Rio é denunciada

O episódio passou a ser investigado pela Polícia Civil após a circulação de vídeos nas redes sociais. Cabe agora à Justiça decidir se abre processo e torna a denunciada ré.

Folhapress | 20:12 – 03/02/2026

 



Fonte. .Noticias ao Minuto

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